
Na última terça-feira (14), a deputada estadual Lívia Duarte, PSOL, apresentou Projeto de Lei na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), segundo ela com o objetivo de enaltecer e preservar a riqueza da cultura popular paraense. A proposta busca oficializar a obra musical da artista paraense Gaby Amarantos como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado.
A “ juruense” Gaby Amarantos, deu início à sua carreira na Paróquia de Santa Teresinha do Menino Jesus, onde integrou o coral. A deputada Lívia destaca a trajetória de Gaby na música paraense, especialmente com a Banda Tecno Show. No Projeto de Lei, a parlamentar ressalta a “significativa contribuição “ de Gaby para o tecnobrega, conferindo-lhe o título nacional de “Beyoncé do Pará”.
Sem dúvidas, a notoriedade de Gaby Amarantos ultrapassa fronteiras, refletindo-se em sua recente indicação ao Grammy Latino 2023 na categoria “Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa” com o trabalho “TecnoShow”. Lívia Duarte, ao elogiar a artista, destaca seu papel crucial como representante da cultura amazônida, preta e periférica. Para a deputada, Gaby é uma porta-voz que incansavelmente impulsiona a diversidade musical da região.
“Com muito orgulho é uma das principais representantes da cultura amazônida, preta e periférica, que divulga e impulsiona a diversidade musical da nossa região. Gaby representa o Brasil possante e verdadeiro e está sempre na luta para fazer com que abram espaço pra música da Amazônia, pro tecnobrega e pra tudo que nós representamos”, justificou Lívia.
Sobre corpos:
Em 2021, matéria feita por este portal divulgou a polêmica que a cantora causou ao comentar sobre a sua adolescência vivida no bairro do Jurunas em entrevista para o jornal Extra: “Era bala perdida todo dia. A gente ia para escola e passava por corpos estendidos na esquina por causa de chacina ou operação da polícia”.Gaby Amarantos fala que em Belém vivia sobre corpos e bala perdida