
A ativista paraense Beatriz Moreira de Oliveira segue sem contato após a interceptação da flotilha humanitária Global Sumud por forças militares de Israel, ocorrida na segunda-feira (18), em águas internacionais.
Natural de Belém, Beatriz integrava uma missão internacional com destino à Faixa de Gaza. A iniciativa reúne ativistas, profissionais da saúde e defensores de direitos humanos de diferentes países com o objetivo de denunciar o bloqueio imposto ao território palestino e prestar apoio humanitário.
Segundo organizações que acompanham a situação, os integrantes da flotilha permanecem sem acesso a advogados e sem contato consular.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (20), o Ministério das Relações Exteriores afirmou que considera ilegal a interceptação das embarcações e a detenção dos participantes.
O Itamaraty também solicitou a libertação imediata dos ativistas detidos, incluindo quatro brasileiros que participavam da missão internacional.
Além de Beatriz, estavam na flotilha os brasileiros Ariadne Teles, Cassio Guedes e Thainara Rogério. De acordo com o perfil oficial Brasil Global Sumud, os quatro seguem incomunicáveis.
A organização Global Sumud informou que cerca de 50 embarcações foram abordadas por militares israelenses nas proximidades da ilha de Chipre.
O governo de Israel confirmou a operação. Em comunicado oficial, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que a ação teve como objetivo impedir apoio ao Hamas.
O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do qual Beatriz faz parte, informou que os ativistas foram levados para território controlado por Israel e aguardam acesso consular, previsto para ocorrer nesta quinta-feira (21).
Segundo representantes do movimento, ainda não há informações detalhadas sobre o estado de saúde e as condições de permanência dos brasileiros detidos.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram integrantes da flotilha ajoelhados e com as mãos amarradas durante a abordagem militar. As imagens foram compartilhadas pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir.
O MAB afirma que a interceptação ocorreu em águas internacionais e considera a ação uma violação do direito internacional e dos direitos humanos. O movimento também informou que este é o segundo episódio envolvendo ativistas brasileiros interceptados por forças israelenses neste ano.
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