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Manifestantes em Marituba questionam resultado das urnas nas eleições deste ano

Uma manifestação em frente à 78ª zona eleitoral, no município de Marituba, pedia novas eleições no município, sob o argumento de que alguns votos não teriam sido contabilizados na eleição municipal do último domingo, 15. Centenas de pessoas se reuniram em frente ao cartório, com cartazes, para protestar contra o processo eleitoral.

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Em seguida, o grupo saiu em caminhada pelas ruas do município, até a rodovia BR-316, que teve o tráfego de veículos prejudicado em razão do protesto, mas não chegou a ser fechada.

O ato se iniciou por volta das 8h30. “Foi a própria população da cidade que se organizou, pelas redes sociais, devido a coisas que a gente viu, percebeu, e tomou essa iniciativa. Várias pessoas de vários bairros, por terem percebido essa anormalidade”, declarou Adriele Figueiredo Araújo, uma das manifestantes e que também é filha de um candidato a vereador, conhecido como Bolsonaldo.

Segundo ela, os problemas começaram durante a apuração, que teve início às 17 horas, logo após o encerramento da votação. Minutos depois, o sistema parou e “ficou todo mundo sem resposta por cerca de três horas”, reclama Adriele.

Tribunal – Sobre isso, o próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou, no domingo, 15, que em razão de uma lentidão no processo de totalização dos votos (soma dos votos), ocorreu um atraso para a divulgação dos resultados da apuração. Os dados estavam sendo remetidos normalmente pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e recepcionados pelo banco de totalização, em Brasília (DF), que somou o conteúdo de forma mais lenta que o previsto.

O presidente do TSE ministro Luís Roberto Barroso, pediu desculpas pelo atraso, provocado pela falha no sistema, mas afirmou que não houve comprometimento para a fidedignidade do voto.

A manifestante Adriele disse que logo no início da apuração, o pai dela já tinha nove votos. Quando o sistema travou, ela conta que o candidato foi ao TRE tentar descobrir o que estava acontecendo, mas não teve resposta. Às 23 horas, a situação normalizou, mas alguns vereadores não receberam nenhum voto ou apenas 1, ou seja, não teve apoio da família.

“O meu pai, por ter uma personalidade muito forte na mídia, não tinha como ter 40 votos. Ia muita gente lá em casa, muita gente se mobilizou, foi lá pegar material de campanha. Quarenta votos ele não levou”, argumenta Adriele.

Adriele diz ainda que, no município, se espalhou a informação de que os votos de cinco urnas não teriam sido contabilizados.

O grupo Liberal procurou o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA) para comentar sobre as denúncias e aguarda uma resposta.

Fonte: O Liberal

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