Brasil

Ministros do STF viram lutadores em jogo de videogame criado com inteligência artificial

Supremo Tribunal Fighter reúne dez integrantes da Corte em combates inspirados nos fliperamas dos anos 1990, com cenários e habilidades que fazem referência ao universo jurídico e político.

Um jogo independente transformou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em personagens de combate inspirados nos clássicos videogames de luta. Batizado de Supremo Tribunal Fighter, o projeto utiliza inteligência artificial para criar uma paródia da Corte, com personagens em estilo pixel art, poderes especiais e cenários relacionados à política brasileira.

Desenvolvido por Felipe Pacheco, especialista em inteligência artificial, o game foi apresentado em 15 de setembro, em meio à repercussão de uma sessão do Supremo marcada por divergências entre ministros. A proposta leva para o ambiente dos videogames situações e referências que ganharam espaço no noticiário sobre o tribunal.

Entre os dez personagens disponíveis estão Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, André Mendonça, Flávio Dino e Dias Toffoli. Cada lutador possui características próprias dentro da dinâmica do jogo, que permite disputar combates individuais em diferentes ambientes.

Os cenários incluem o plenário do STF, o Congresso Nacional e a Praça dos Três Poderes. Também aparecem referências ao Fórum de Lisboa e ao resort Tayayá, locais relacionados a assuntos que estiveram no noticiário envolvendo integrantes da Corte.

O jogo oferece três modalidades. No modo Arcade, o jogador enfrenta uma sequência de 12 combates; no Duelo Livre, escolhe um adversário controlado pela inteligência artificial; e, no Versus 2P, duas pessoas podem disputar partidas no mesmo dispositivo. A interface também brinca com expressões do universo jurídico: ao pausar uma partida, por exemplo, aparece a mensagem “Sessão suspensa”.

Inteligência artificial participou da criação

Segundo informações divulgadas pelo desenvolvedor, ferramentas de inteligência artificial foram utilizadas em diferentes etapas da produção, desde a criação das imagens e dos cenários até a programação e os efeitos sonoros. O projeto surgiu como parte de um desafio pessoal de Felipe Pacheco, que estabeleceu a meta de desenvolver uma criação com IA por dia durante setembro.

A proposta também acompanha a expansão do uso dessas ferramentas na criação de conteúdos digitais. No caso do Supremo Tribunal Fighter, a combinação de referências políticas, personagens caricatos e mecânicas de jogos de luta resultou em uma produção que transforma acontecimentos institucionais em entretenimento.

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