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Pará e Maranhão vão ganhar internet mais rápida com novos cabos submarinos de 17 Tbps

Estrutura permitirá futuras conexões com Salinópolis e São Luís e terá capacidade inicial combinada de 17 Tbps

A operadora de cabos submarinos EllaLink instalou duas unidades de ramificação no fundo do mar ao largo do norte do Brasil, preparando a implantação de futuras conexões com os estados do Pará e do Maranhão por meio do sistema Lum@link.

Os equipamentos foram fabricados e instalados pela Alcatel Submarine Networks (ASN) e já estão posicionados no fundo do mar. As unidades receberão os dois ramais que serão conectados às estações de ancoragem previstas para Salinópolis, no Pará, e São Luís, no Maranhão.

Segundo a EllaLink, a unidade destinada a Salinópolis foi desenvolvida em conjunto com a Prodepa, empresa estadual de tecnologia da informação do Pará. Já a estrutura de São Luís foi desenvolvida em parceria com a ATI, Agência Estadual de Tecnologia da Informação do Maranhão.

O projeto também conta com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da Agence Française de Développement (AFD) e da União Europeia, por meio do Latin America and Caribbean Investment Facility (LACIF).

As unidades de ramificação permitirão a implantação dos futuros ramais sem a necessidade de novas intervenções em águas profundas no sistema principal. De acordo com a empresa, a estrutura transforma uma única rota transatlântica em uma rede que poderá ser ampliada para atender à região amazônica.

Juntos, os dois ramais devem oferecer uma capacidade inicial combinada de 17 Tbps para Pará e Maranhão. A expectativa da EllaLink é que a nova infraestrutura contribua para ampliar o acesso à banda larga em comunidades isoladas, aumentar a resiliência de serviços digitais públicos e viabilizar a instalação de sensores SMART para monitoramento ambiental e sísmico.

No Pará, a capacidade adicional também deverá atender aos projetos de data centers que estão sendo desenvolvidos em Belém. Entre eles está o campus BEL1, da Elea Data Centers, preparado para aplicações de inteligência artificial.

O CEO da empresa, Alessandro Lombardi, afirmou à BNamericas que a chegada do cabo da EllaLink a Belém é considerada central para os planos de expansão do empreendimento, que poderá chegar a 100 MW de capacidade.

A implantação dos ramais faz parte de uma expansão mais ampla da EllaLink no Brasil. O sistema transatlântico principal da empresa conecta Fortaleza, no Ceará, a Sines, em Portugal, e entrou em operação em junho de 2021, sendo apresentado pela companhia como a primeira conexão direta de fibra óptica submarina entre a América do Sul e a Europa.

Expansão para as Guianas

Além dos projetos no Brasil, a EllaLink também avança na expansão de sua infraestrutura para a Guiana Francesa. Em junho de 2026, o cabo Lum@link chegou à costa de Caiena.

O projeto é realizado em parceria com a concessionária local SPLANG e conta com cofinanciamento do programa Connecting Europe Facility, da União Europeia.

A expectativa inicial é de que o ramal entre em operação comercial até o fim de 2026. Segundo a empresa, a conexão deverá reduzir a latência entre a Guiana Francesa e a Europa para menos de 80 milissegundos.

No Brasil, a EllaLink também ampliou sua atuação na prospecção de projetos e clientes. No início de 2026, a empresa contratou a Colin Consultoria, cujo sócio Marcio Lino atua como assessor sênior de infraestrutura e desenvolvimento de negócios.

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