A Mineração Rio do Norte (MRN) iniciou a fase de implantação do Projeto Novas Minas (PNM), um empreendimento que prevê investimentos de R$ 5 bilhões ao longo de cinco anos no oeste do Pará.
O projeto amplia a área de atuação da empresa na região e contempla a mineração de bauxita em cinco novos platôs: Rebolado, Escalante, Jamari, Barone e Cruz Alta Leste. As áreas estão localizadas nos municípios de Oriximiná, Terra Santa e Faro.
A MRN prevê manter suas operações no oeste paraense até 2041. Com o Projeto Novas Minas, a empresa pretende ampliar a continuidade da produção de bauxita e dar sequência às atividades que abastecem a cadeia de produção de alumínio.
Projeto prevê 2,3 mil empregos
De acordo com a MRN, a implantação do projeto deverá gerar aproximadamente 2,3 mil novos postos de trabalho durante a execução das obras.
Para o CEO da empresa, Guido Germani, os efeitos do empreendimento devem alcançar não apenas os municípios onde ocorrerão as atividades de mineração, mas também outros setores relacionados à cadeia produtiva.
“O Projeto Novas Minas conecta produção, emprego, desenvolvimento regional e competitividade industrial. Os benefícios começam no território, mas seus efeitos alcançam toda a cadeia do alumínio e diferentes setores da economia do país”, afirmou.
Rejeitos passarão por retirada de água
Uma das mudanças previstas pelo Projeto Novas Minas está relacionada ao tratamento dos rejeitos produzidos durante a mineração.
Segundo a MRN, os rejeitos, compostos por solo e água, passarão por um processo de retirada da água antes de serem depositados nas cavas utilizadas anteriormente para a extração do minério.
A proposta é reduzir a umidade do material antes do armazenamento. Conforme a empresa, a medida diminui a necessidade de espaço para a disposição dos rejeitos e os riscos associados ao grande volume de material acumulado.
Linha de transmissão terá 98 quilômetros
Paralelamente à implantação das novas minas, a MRN está construindo uma linha de transmissão de 230 kV para conectar suas operações ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
A obra alcançou 63% de avanço em agosto e terá aproximadamente 98 quilômetros de extensão, com a instalação de 232 torres.
A previsão da empresa é que a nova conexão elétrica entre em operação no primeiro trimestre de 2027.
A implantação da linha faz parte da estrutura necessária para ampliar a conexão das operações da MRN ao sistema elétrico nacional, em paralelo à expansão prevista pelo Projeto Novas Minas.



