Parauapebas: Monumento em homenagem às mulheres gera polêmica e autor afirma que peças não têm nada de satânico

Concluídas e descortinadas ontem (22), as esculturas do “Monumento em Homenagem aos 30 Anos do Encontro da Mulher de Parauapebas” começaram a gerar polêmica na cidade. É que começaram a se espalhar pelas redes sociais comentários de que as esculturas trariam simbologia de rituais satânicos.
Coisa que é negado veementemente pelo autor das esculturas, o artista plástico Afonso José da Silva Camargo, que já tem 30 anos de atuação na cidade. Ele diz que o monumento representa unicamente a luta das mulheres pelos seus direitos, não tendo nada de simbologia religiosa e muitos de ritos satânicos.
Ele afirma que não sabe como e nem quem começou esses comentários maldosos, mas afirma que a obra é uma homenagem pura às lutas femininas, destacando as mulheres que encabeçam o Encontro da Mulher de Parauapebas, que completou 30 anos.
Segundo o artista, o monumento mede 80 centímetros na base quadrada e tem a altura de 220 metros. No total é composta de dois elementos escultóricos.
O primeiro descreve a Parauapebas de hoje, sua mocidade e o espírito de lutas e enfrentamentos, representado por uma jovem que ostenta o símbolo feminino – o Bastão de Vênus – da representatividade da vida e ao mesmo tempo é o cetro que se passa de mão em mão, de mãe para filha. “É a intergeracionalidade e o empoderamento feminino. É o presente se espelhando no passado e refletindo uma Parauapebas pujante, futurista, por seus empreendimentos, moldados pelo espírito sempre empreendedor e inovador de seu povo, de suas mulheres”, explica o artista.
Em segundo plano, está a Parauapebas de todos os tempos, a história viva de suas mulheres coroadas pela beleza e sabedoria. “É a Parauapebas que acolhe como mãe e protege todos e todas que queiram somar com sua terra, dando a fração necessária para que possamos construir nossa história, refletida nas lutas e vitórias de outrora e amparadas pela vasta malha de atendimentos e nas sólidas conquistas de suas políticas públicas voltadas para as mulheres parauapebenses”, descreve Afonso José.
O artista explica que a peças estão envoltas pela fibra Augusta de sua bandeira, tecida com o calor e a suavidade, envolvendo assim, num elo de proteção, todas as mulheres. “Elas são donas de casa, empresárias, esportistas, artistas, servidoras, domésticas, mineradoras entre outras. São mulheres que carregam em seus corpos não as marcas do ferro extrativista, mas o ouro resplandecente que agora cintila no mais alto pódio das honrarias”, enfatiza Afonso.
Ele explica que monumento ainda se alonga, projetando para baixo uma estrutura robusta de ferro e pedra, onde florões anunciam a homenagem. No segundo piso de sua base está uma alusão aos 30 anos do Encontro da mulher.
“Encontro este que marca com alegria as atividades multifacetadas de um grande movimento social criado inicialmente como Semana da Mulher de Parauapebas. Um segundo adorno aparece anunciando os agradecimentos a estas mulheres, mães e guerreiras. E, por fim, a Fonte de Vênus, que jorra água de prosperidades a toda alma feminina que a contemple”, conclui o artista plástico.
O Monumento às Mulheres está montado na rotatória do quartel do 23º Batalhão da Polícia Militar, no Bairro União. O Blog entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura, mas a informação repassada é que, no momento, o município ainda não vai se manifestar sobre a polêmica.
Fonte Zé Dudu



