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Novo diretor da Companhia das Docas do Pará expulsa oito cães que viviam no Terminal de Miramar

Por Franssinete Florenzano

Desde 2014 um grupo de antigos funcionários da Companhia Docas do Pará (CDP) cria, com todo cuidado e dedicação diária, oito cães, um macho (castrado) e sete fêmeas. Os animais estão com a vacinação em dia, recebem alimentação de boa qualidade, assistência veterinária, higiene e muito carinho.

Os animais são mantidos em um cantinho nos fundos do Terminal de Miramar, em Val-de-Cães, num local em que não funciona qualquer atividade e onde antes só havia mato, que foi capinado, roçado – com permissão da CDP – e construído um telhado para que os cachorros ficassem protegidos do sol e da chuva, além de um armário para guardar os produtos de uso veterinário.

Acontece que o atual diretor de Gestão Portuária da CDP, José Alfredo de Albuquerque e Silva, que é gaúcho e assumiu o cargo há menos de um ano, foi lá e determinou a retirada imediata dos cães, sem dar sequer prazo para que encontrem um abrigo adequado. 

Os animais são extremamente dóceis, vivem em um cercado, não atrapalham o serviço e não podem simplesmente ser abandonados. Os funcionários tentaram dialogar com o diretor mas ele foi inflexível. Agora estão apelando a quem puder ajudar a conseguir um lugar seguro para os cachorros, com o compromisso de continuarem a cuidar deles. 

Mas a atitude correta é o diretor da CDP revogar essa ordem descabida. Além de ser uma crueldade, abandonar animais é crime federal (Lei 9.605/98), conhecida como Lei dos Crimes Ambientais. A pena é de três meses a um ano de prisão e multa, aumentada de 1/6 a 1/3 se ocorrer a morte do animal. 

Fonte: blog Uruá Tapera (de Franssinete Florenzano)

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