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Salinópolis registra soltura de 114 filhotes de tartaruga-marinha em área de conservação

Animais da espécie tartaruga-oliva nasceram em ninhos monitorados no Monumento Natural do Atalaia, no litoral do Pará

Um grupo de 114 filhotes de tartaruga-marinha da espécie Lepidochelys olivacea, conhecida como tartaruga-oliva, foi solto nesta semana em Salinópolis, no nordeste do Pará. Os animais nasceram em ninhos localizados na região da Ponta da Sofia, dentro do Monumento Natural do Atalaia, unidade de conservação administrada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio).

A ação faz parte do Projeto de Monitoramento de Desovas de Tartarugas Marinhas (PMDTM), desenvolvido como condicionante ambiental estabelecida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). No Pará, o trabalho é executado pelo Instituto Bicho D’Água e pela ARVUT Meio Ambiente, com acompanhamento técnico do Ideflor-Bio.

O projeto realiza atividades de identificação, monitoramento e proteção de ninhos em áreas de reprodução de tartarugas-marinhas ao longo do litoral paraense. O objetivo é ampliar as chances de sobrevivência dos filhotes e acompanhar o ciclo reprodutivo da espécie.

Segundo o Ideflor-Bio, o monitoramento ocorre durante todo o ano e inclui o acompanhamento das áreas de desova, a proteção dos ninhos e a soltura dos animais após o nascimento.

Área de reprodução no litoral paraense

As praias de Salinópolis estão entre os locais utilizados pela tartaruga-oliva para reprodução. A presença da espécie na região reforça a importância das unidades de conservação e das ações voltadas à proteção da fauna marinha.

O Monumento Natural do Atalaia é uma das áreas monitoradas por equipes técnicas responsáveis por registrar ocorrências de desovas e acompanhar o desenvolvimento dos ninhos até o nascimento dos filhotes.

Espécie utiliza praias do Pará para desova

A Lepidochelys olivacea integra a lista de espécies ameaçadas e utiliza diferentes trechos do litoral brasileiro para reprodução. Após o nascimento, os filhotes seguem em direção ao mar, iniciando uma fase considerada decisiva para a sobrevivência da espécie.

De acordo com especialistas envolvidos no projeto, a tartaruga-oliva participa da dinâmica dos ecossistemas marinhos e integra a cadeia alimentar dos oceanos. O acompanhamento das áreas de reprodução busca reduzir riscos aos ninhos e contribuir para a manutenção das populações da espécie.

Monitoramento reúne órgãos e instituições

As atividades desenvolvidas em Salinópolis contam com a participação de órgãos ambientais, pesquisadores e instituições ligadas à conservação da biodiversidade.

Além da proteção dos ninhos, o trabalho inclui coleta de dados sobre reprodução, monitoramento das praias utilizadas para desova e ações voltadas à preservação dos ambientes costeiros.

A soltura dos 114 filhotes representa mais uma etapa das ações de monitoramento realizadas no litoral paraense, que busca fortalecer a conservação das tartarugas-marinhas e ampliar o acompanhamento das espécies que utilizam a costa do estado para reprodução.

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