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Palmeiras marca aos 53 minutos, vence o Santos e é bicampeão da Libertadores

A busca pela glória eterna exigiu até a última gota de suor do Palmeiras. Dizem que a Copa Libertadores da América é diferente pela série de fatores que tornam os jogos imprevisíveis. Na sexta-feira, 29, no Maracanã, o calor de quase 40º C foi um deles. Melhor para quem decidiu acreditar até o último segundo no título. Aos incríveis 53 minutos do segundo tempo, Breno Lopes subiu mais que todos para escrever seu nome na história e definir a vitória por 1 a 0 diante do Santos. O passe milimétrico foi do atacante paraense Rony, revelado no Clube do Remo. A América é Alviverde novamente.

Campeão, o Palmeiras garante passagem ao Qatar, país que sedia o Mundial de Clubes nesta temporada. Na semifinal, terá pela frente o Tigres, do México, ou Ulsan, da Coreia do Sul, no próximo dia 7 de fevereiro.

Mas como toda trajetória apoteótica, o início é sempre mais lento e introdutório. Os discursos de Cuca, do Santos, e Abel Ferreira, do Palmeiras, pregando cautela foram seguidos ao pé da letra. Não apenas pelo calor do Rio de Janeiro que afetou diretamente a parte física dos atletas, mas também pela tensão envolvida: durante 45 minutos, apenas quatro finalizações – e nenhuma em direção ao gol.

“Sem público” – Os artistas foram embalados por uma plateia que se fazia ouvir em um Maracanã que de sem público não tinha nada – Palmeiras e Santos distribuíram cerca de 2.500 para convidados com o aval da Conmebol. Naturalmente, torcedores. Muitos deles sem máscara e causando aglomeração em um país que registra mais de 220 mil mortes pela Covid-19. Apesar dos pesares, animaram uma final lenta e de pouca emoção.

A verdade é que a decisão só começou a, de fato, ter cara de final a partir dos 30 minutos do segundo tempo, quando as equipes queriam evitar a prorrogação. Entre trocas e mexidas, pouca coisa mudou e tudo indicava que a prorrogação seria o destino.

Mas Breno Lopes, que até outro dia estava disputando a segunda divisão com o Juventude, aproveitou o cruzamento de Rony para cabecear com estilo. Sem chance para John e sem tempo para uma reação, o Palmeiras é bicampeão da Libertadores.

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