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Novo Data Center em Belém vai gerar 1.000 empregos focados em Inteligência Artificial

Projeto na Avenida Arthur Bernardes deve criar um novo polo de tecnologia na capital paraense, com oportunidades para profissionais qualificados e estímulo à permanência de jovens da área de TI em Belém

Belém deverá ganhar nos próximos anos um novo polo voltado à tecnologia e à infraestrutura digital. A empresa Elea está implantando um Data Center na Avenida Arthur Bernardes, em uma área que possui um histórico ligado à infraestrutura tecnológica da cidade. O terreno já abrigou uma usina termoelétrica e, posteriormente, um centro tecnológico da Eletronorte.

O empreendimento foi planejado ao longo de aproximadamente dois anos e entra agora na fase de execução. As obras serão realizadas em três etapas, com previsão de duração de três anos. A estimativa é que o Data Center esteja em plena operação até o final de 2027.

Entre os principais impactos esperados está a geração de aproximadamente 1.000 empregos diretos e indiretos. Embora o número englobe diferentes funções relacionadas à implantação e operação do empreendimento, a proposta tem forte direcionamento para áreas de tecnologia e Inteligência Artificial, segmentos que demandam profissionais com maior nível de qualificação e que podem ampliar a oferta de empregos de maior valor agregado em Belém.

Esse aspecto pode ter impacto especialmente relevante sobre os jovens profissionais paraenses. A área de Tecnologia da Informação está entre os setores em que profissionais qualificados frequentemente encontram oportunidades mais concentradas em grandes centros econômicos de outras regiões do país. Com a criação de novas vagas especializadas em Belém, parte desses profissionais poderá encontrar na própria cidade alternativas para desenvolver a carreira sem precisar migrar em busca de oportunidades.

A permanência desses trabalhadores também pode produzir efeitos que vão além dos empregos diretamente relacionados ao Data Center. A concentração de profissionais especializados, empresas de tecnologia, fornecedores e novos negócios pode contribuir para a formação de um ambiente mais favorável à inovação. Nesse cenário, a expectativa é que a infraestrutura também ajude a criar condições para a atração e o desenvolvimento de startups, ampliando gradualmente o ecossistema tecnológico da capital paraense.

Outro componente do projeto está relacionado à atração de grandes clientes. A Starlink deverá ser a primeira empresa de grande porte a utilizar os serviços da nova estrutura da Elea. Em uma etapa posterior, a expectativa é atrair órgãos públicos que atualmente mantêm sistemas e estruturas próprias de tecnologia da informação.

A migração para uma infraestrutura especializada pode representar, para esses órgãos, uma alternativa voltada à eficiência e à redução de custos operacionais, além de concentrar sistemas em uma estrutura preparada especificamente para armazenamento e processamento de dados.

A implantação do Data Center ocorre em um momento em que a capacidade de processamento e armazenamento de dados se tornou estratégica para setores como Inteligência Artificial, serviços digitais e computação em nuvem. Para Belém, a chegada de uma infraestrutura desse porte pode representar não apenas a instalação de um novo empreendimento, mas também uma oportunidade de ampliar a presença da cidade em uma cadeia econômica baseada em tecnologia e conhecimento.

O efeito sobre o mercado de trabalho, portanto, pode ir além dos postos criados diretamente pela Elea. Caso o empreendimento consiga atrair novas empresas, startups e instituições que dependam de infraestrutura digital, a estrutura poderá contribuir para criar um ambiente mais diversificado para profissionais de TI e outras áreas tecnológicas, fortalecendo a capacidade de Belém de reter mão de obra qualificada e disputar novos investimentos no setor.

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