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Militantes do PT e do PSOL trocam críticas nas redes sociais após divergências sobre Alessandra Munduruku

Debate começou após militante do PSOL questionar a candidatura e gerou críticas sobre estratégias e alianças dentro da esquerda paraense

Militantes do PT e do PSOL do Pará protagonizaram uma discussão nas redes sociais após divergências em torno da candidatura de Alessandra Munduruku. O episódio começou com uma publicação de um militante ligado ao Juntos, organização política vinculada ao PSOL, que questionou a candidatura da liderança indígena.

Na publicação, o militante citou a atuação de Alessandra contra o governo do Pará durante a ocupação da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e questionou a posição política adotada atualmente pela candidata.

A crítica também mencionou o fato de o PT integrar a mesma coligação eleitoral de Helder Barbalho na disputa ao Senado. A formação da coligação, no entanto, não significa necessariamente que todos os candidatos dos partidos que a integram tenham declarado apoio individual ou pessoal ao candidato ao Senado.

A manifestação recebeu uma resposta de um militante do PT, que defendeu Alessandra e classificou a crítica como uma tentativa de deslegitimar uma das principais lideranças indígenas do estado.

Ele destacou a trajetória da candidata na defesa dos povos indígenas e de pautas socioambientais e também criticou a postura do Juntos e do PSOL em relação a outros setores da esquerda.

Na sequência, a discussão passou a envolver diferentes visões sobre estratégias eleitorais e alianças políticas. O militante do PT argumentou que candidaturas indígenas precisam ocupar espaços institucionais e afirmou considerar importante a eleição de representantes amazônicos para o Congresso Nacional.

O militante do PSOL respondeu que não estava questionando a importância ou a liderança de Alessandra, mas a contradição que, na visão dele, existiria entre determinadas pautas defendidas pela candidata e alianças políticas estabelecidas pelo partido.

Ele citou ainda posições e políticas adotadas durante governos anteriores no Pará que considera incompatíveis com parte das pautas defendidas pelo movimento indígena e ambiental.

O militante do PT, por sua vez, afirmou que a política é marcada por contradições e que eventuais alianças eleitorais não anulam a trajetória de Alessandra como liderança indígena.

A discussão terminou com Alessandra se manifestando sobre a repercussão. Em uma publicação, a candidata agradeceu o apoio que vinha recebendo e afirmou que pretende manter uma campanha sem ataques.

“Quero agradecer todo apoio e mensagens que estou recebendo das minhas formiguinhas! Sigo em uma campanha limpa, sem propagar ataques a ninguém”, escreveu.

Alessandra também afirmou que sua atuação política é marcada pela trajetória construída ao longo dos anos e que essa história não será apagada.

Nas eleições de 2026, Alessandra Korap Silva, conhecida como Alessandra Munduruku, concorre pelo PT a uma vaga de deputada federal pelo Pará. O registro da candidatura consta como deferido.

O PT integra a Federação Brasil da Esperança, formada também por PCdoB e PV. Para a disputa ao Senado, essa federação faz parte da coligação “O Pará Tá Junto”, que reúne diferentes partidos em torno da candidatura de Helder Barbalho.

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