Comerciantes da região da Travessa 13 de Maio com a Rua Padre Eutíquio, no centro de Belém, realizaram um protesto nesta sexta-feira (18) para chamar atenção para os impactos da interdição do trecho no comércio local.
A via está interditada desde julho, quando parte da fachada de um estabelecimento comercial desmoronou na área. Desde então, o tráfego de veículos foi restringido no trecho, segundo os comerciantes.
Os lojistas afirmam que a mudança afetou o acesso dos consumidores e reduziu o fluxo de pessoas e veículos na região. De acordo com Marcelo Presentes, comerciante que atua há 40 anos no local, os empresários vêm buscando apoio da Prefeitura de Belém desde o incidente.
Segundo ele, a Prefeitura não teria se negado a ajudar, mas o proprietário do imóvel ainda não teria dado andamento às obras necessárias para a reforma do prédio.
O comerciante afirma que a queda no movimento teve impacto direto no faturamento do estabelecimento. Segundo ele, a redução chegou a 50% e cinco funcionários foram demitidos devido à diminuição do fluxo de clientes.
Os comerciantes também relatam dificuldades para o acesso de veículos ao local. Segundo Marcelo, serviços de transporte por aplicativo e táxis enfrentam dificuldades para chegar aos estabelecimentos por causa da interdição.
Outro problema apontado é a utilização das calçadas por motociclistas que tentam passar pelo trecho bloqueado, situação que, segundo os lojistas, aumenta os transtornos para quem circula pela região.
Para os comerciantes, a restrição já dura cerca de quatro meses e tem provocado prejuízos aos estabelecimentos. Eles cobram uma solução para que o tráfego seja normalizado e o movimento do comércio possa ser retomado.
A reportagem solicitou mais informações à Prefeitura de Belém sobre a situação e aguarda retorno.



