A sigla “TCP”, associada ao Terceiro Comando Puro, foi encontrada pichada na residência onde a influenciadora Evelyn Lima Dantas, de 21 anos, foi assassinada em Mãe do Rio, no nordeste do Pará. A presença da marca levantou um alerta sobre uma possível atuação da facção criminosa na região.
O Terceiro Comando Puro é um grupo criminoso originário do Rio de Janeiro e apontado como uma das principais organizações criminosas do país. Segundo informações citadas em reportagens anteriores, a facção expandiu sua atuação para outros estados brasileiros.
A possível presença do grupo no Pará passou a ser considerada no contexto da disputa entre facções criminosas na região. O TCP é rival do Comando Vermelho (CV), e a eventual relação da organização com o assassinato de Evelyn ainda deverá ser investigada pelas autoridades.
No Rio de Janeiro, o TCP também é associado a episódios de intolerância religiosa em áreas sob influência da facção. Reportagens apontam que grupos ligados à organização teriam perseguido praticantes de religiões de matriz africana e retirado símbolos religiosos de locais sob seu domínio.
A facção também utiliza símbolos e inscrições em territórios sob sua influência. Entre as marcas associadas ao grupo estão a sigla TCP e referências religiosas utilizadas em determinadas comunidades do Rio de Janeiro.
Morte da influenciadora
Evelyn Dantas havia sido presa em flagrante em julho, sob suspeita de envolvimento na morte do sargento da reserva da Polícia Militar Antônio Anildo Alves, conhecido como “Boçal”. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, ela era namorada de um dos investigados pelo assassinato e teria sido acusada de abrigar entorpecentes e prestar apoio logístico aos envolvidos na execução do militar.
A influenciadora havia recebido liberdade provisória poucos dias antes de ser assassinada e retornado à residência da família em Mãe do Rio.
Na madrugada de quarta-feira (16), dois homens armados teriam invadido o imóvel, retirado Evelyn da residência e efetuado disparos contra a jovem.
A morte ocorreu em meio a uma sequência de assassinatos relacionados à investigação sobre a execução do policial militar. A possibilidade de uma disputa territorial envolvendo diferentes grupos criminosos é uma das linhas que deverão ser apuradas pelas autoridades.
Até o momento, porém, a presença da sigla TCP na residência não confirma, por si só, a participação da facção no assassinato de Evelyn. A eventual atuação do grupo no Pará e sua relação com o crime ainda dependem das investigações.



