
A investigação sobre o desaparecimento do piloto João Vitor de Lima Franco entrou em uma nova fase com o início dos procedimentos para identificação genética de um corpo encontrado no Pará. Nesta terça-feira (9), a mãe do jovem realizou a coleta de material biológico que será utilizado em exames de DNA para auxiliar no esclarecimento do caso.
O procedimento ocorreu no Instituto Médico Legal da Polícia Científica de São Paulo, em Araraquara, município onde João Vitor nasceu. A amostra genética será comparada aos vestígios coletados de restos mortais localizados em abril deste ano na zona rural de Viseu, no nordeste paraense.
A informação foi confirmada pelo advogado da família, Rômulo Dias. Segundo ele, a análise poderá ajudar a determinar se o corpo encontrado pertence ao piloto, desaparecido desde março.
Comparação genética será feita por peritos de dois estados
De acordo com os órgãos responsáveis pela investigação, o material coletado será inserido no banco nacional de perfis genéticos. A partir desse cadastro, especialistas poderão cruzar as informações com os dados obtidos durante os exames realizados nos restos mortais encontrados no Pará.
O trabalho será conduzido em conjunto pelas Polícias Científicas do Pará e de São Paulo. A expectativa é que a comparação genética permita confirmar ou descartar a hipótese de que o corpo localizado em Viseu seja de João Vitor.
Piloto desapareceu após viagem ao Pará
João Vitor de Lima Franco desapareceu após viajar ao Pará em busca de oportunidades profissionais na aviação. Segundo familiares, o piloto havia se deslocado para atuar na região de Itaituba, no sudoeste do estado.
Desde o desaparecimento, parentes acompanham as investigações e buscam informações que possam esclarecer as circunstâncias do caso.
Empresário morto em Belém é citado por familiares
As apurações ganharam novos elementos em maio, após a morte do empresário colombiano Ivan Adel Gois de Los Rios, assassinado a tiros no centro de Belém no dia 16 daquele mês.
De acordo com informações reunidas pela família do piloto, Ivan Adel teria sido o responsável por contratar João Vitor para trabalhar no Pará. A possível ligação entre os dois passou a ser observada pelos familiares no contexto das investigações.
Até o momento, as autoridades não divulgaram prazo para a conclusão dos exames de DNA nem detalhes sobre eventuais conexões entre os fatos apurados.
O resultado da perícia genética deverá ser um dos principais elementos para o avanço das investigações sobre o desaparecimento do piloto.
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