Érika Hilton vira alvo de críticas após contratar maquiadores como assessores parlamentares
Deputada nega uso de verba para fins pessoais e diz que profissionais atuam em comissões, relatórios e agendas oficiais; bolsonaristas acusam improbidade e disparam ofensas nas redes
A deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) passou a ser alvo de críticas de parlamentares bolsonaristas após a divulgação de que dois maquiadores que já a atenderam também atuam como assessores comissionados em seu gabinete na Câmara dos Deputados.
Segundo dados do Portal da Câmara, Ronaldo Hass e Índy Montiel aparecem como secretários parlamentares com salários brutos de R$ 9.678,22 e R$ 2.126,59, respectivamente. Ambos já compartilharam em suas redes sociais registros de maquiagens feitas para a deputada em eventos como a “Marsha Trans”, o desfile técnico da escola Paraíso do Tuiuti e, mais recentemente, o show de Beyoncé em Paris.
A informação, divulgada inicialmente pelo portal Metrópoles e confirmada pelo jornal O Globo, foi rapidamente explorada por parlamentares da oposição, que acusaram Hilton de improbidade administrativa. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou dizendo que “o erro é de quem votou nisso”, enquanto Paulo Bilynskyj (PL-SP) afirmou que pretende denunciá-la formalmente.
A vereadora Amanda Vetorazzo (União-SP) chamou Hilton de “modelo que finge ser deputada” e o também vereador Rubinho Nunes criticou os gastos com os assessores, dizendo que “R$ 10 mil por mês estão sendo usados para passar base e pó” e a acusou de usar dinheiro público para viagens à Europa.
Diante da repercussão, Érika Hilton se pronunciou nas redes sociais, negando qualquer irregularidade. “O que eu tenho são dois secretários parlamentares que me assessoram em comissões, audiências, fazem relatórios e dialogam com a população. Eles prestam um serviço incrível e ainda fazem minha maquiagem quando podem, e eu os credito por isso”, afirmou.
Ela explicou ainda que conheceu os dois como maquiadores, mas decidiu contratá-los por outras habilidades profissionais que identificou. “A desqualificação das capacidades desses profissionais é uma forma de transfobia disfarçada de moralismo”, completou a deputada.



