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Comandante de rebocador que atingiu ponte de Outeiro é liberado após pagar fiança

Justiça determinou fiança de R$ 12 mil; investigação segue em andamento e obra não teve danos estruturais

O comandante do rebocador que colidiu contra a ponte em construção no distrito de Outeiro, em Belém, foi liberado após audiência de custódia nesta terça-feira (19). A Justiça estabeleceu o pagamento de uma fiança no valor de R$ 12.144.

A estrutura, considerada estratégica para a Conferência do Clima (COP30), integra o conjunto de obras voltadas à mobilidade urbana e liga o porto de Outeiro, que receberá navios de cruzeiro, até os locais oficiais do evento, como o Parque da Cidade.

Acidente com o rebocador

O rebocador Confiança IX, da empresa Majonav Transporte Fluvial, atingiu a parte central da ponte em construção no último domingo (17). O impacto derrubou andaimes e estruturas de apoio utilizadas por trabalhadores, mas o Governo do Pará informou que não houve comprometimento da estrutura principal, e o cronograma da obra segue mantido.

O comandante, identificado como Mário do Carmo de Sousa Lima, foi autuado por colocar em risco a navegação e causar danos ao patrimônio público. Ele responderá em liberdade.

Investigação policial

Após o acidente, o comandante deixou o local, mas foi localizado pela Polícia Civil na casa de familiares, no bairro da Cremação, em Belém. Outras seis pessoas que estavam a bordo foram ouvidas como testemunhas.

O delegado responsável pelo caso, Juliano Corrêa, informou que documentos da embarcação e da carga serão analisados em conjunto com a Marinha e outros órgãos competentes. A Delegacia Fluvial conduz o inquérito.

A embarcação foi apreendida e passou por perícia. O laudo técnico fará parte da investigação para apurar as circunstâncias da colisão.

Responsabilidade da empresa

A Majonav alegou que fatores como maré, vento e correnteza deslocaram o rebocador, provocando a colisão. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seinfra) informou que a empresa já havia sido notificada em outra ocasião por irregularidades.

Situação da obra

Segundo o Governo do Pará, a colisão atingiu duas gaiolas metálicas usadas na obra e causou perda de equipamentos como motores, cabos, bombas e andaimes. Equipes da Defesa Civil e da Polícia Científica do Pará realizaram inspeções e coleta de materiais no local.

A ponte, avaliada em R$ 101 milhões, é executada pela Seinfra e está com 84% das obras concluídas. O projeto prevê 414 metros de comprimento e 10,5 metros de largura, com vão central estaiado e altura compatível com as normas de navegação. A previsão de entrega é setembro de 2025.

Com informação de G1 Pará

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