O atleta profissional de boxe Hudson Kayan passou a ser investigado por suspeita de violência doméstica após uma ocorrência registrada na madrugada desta quarta-feira (24), em Belém.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima, identificada como Camila Silva, relatou ter sido agredida pelo ex-companheiro por volta de 1h30, na avenida Alcindo Cacela, em frente a um hospital particular da capital paraense.
Segundo o registro policial, Camila estava com o filho do casal, um bebê de cinco meses, no colo quando foi atingida por socos. Durante a agressão, a criança teria caído no chão.
Ainda conforme o relato apresentado às autoridades, a situação só foi interrompida após a intervenção de uma pessoa que passava pelo local e presenciou a cena.
Após o episódio, a vítima recebeu atendimento médico na unidade hospitalar, onde foram realizados os primeiros procedimentos para avaliação dos ferimentos.
Nas redes sociais, Camila pediu ajuda para localizar o paradeiro do ex-companheiro e solicitou que qualquer informação seja comunicada às autoridades responsáveis pela investigação.
Até a última atualização do caso, Hudson Kayan não havia sido localizado.
A repercussão do episódio levou a Academia Ulysses Pereira, onde o atleta mantinha vínculo esportivo, a divulgar uma nota oficial anunciando seu afastamento por tempo indeterminado.
No comunicado, a instituição afirmou que não compactua com qualquer forma de violência e informou que a medida foi adotada em respeito aos princípios e valores defendidos pela academia.
O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes, que irão analisar os depoimentos, laudos médicos e demais elementos reunidos durante a investigação para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.
Por envolver uma possível situação de violência doméstica e familiar contra a mulher, o caso também poderá ser analisado à luz da Lei Maria da Penha, que prevê mecanismos específicos de proteção às vítimas e responsabilização dos autores.



