Mutirão de Paternidade supera 400 atendimentos em Belém
Ação da Prefeitura de Belém e do TJPA ofereceu reconhecimento de paternidade, exames de DNA, serviços de cidadania e atendimentos de saúde no Mercado de São Brás.

Mais de 400 atendimentos foram realizados durante o primeiro Mutirão de Reconhecimento de Paternidade, promovido pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Executiva de Direitos Humanos (SEDH), em parceria com o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), na quinta-feira (6), no Mercado de São Brás.
Além do reconhecimento voluntário de paternidade e da realização gratuita de exames de DNA, a ação ofereceu orientação jurídica, mediação familiar, emissão e atualização de documentos civis, atendimento social e serviços de saúde.
Segundo a secretária executiva de Direitos Humanos, Larissa Martins, a procura pelo mutirão demonstra a existência de famílias que aguardavam uma oportunidade para regularizar situações relacionadas à filiação. “Mais do que um documento, o reconhecimento de paternidade representa identidade, pertencimento e dignidade”, afirmou.
Entre os atendimentos realizados esteve o da universitária Gabrielly Oliveira, de 22 anos, que buscou oficializar o vínculo com Ismael Mesquita Alves, responsável por sua criação desde a adolescência. Para ela, o reconhecimento jurídico formaliza uma relação construída ao longo dos anos.
Outra família que participou da ação foi a de Daniela de Sousa Noronha, de 19 anos, e João Victor Coelho, também de 19. Os dois levaram a filha Diana, de quatro meses, para realizar gratuitamente um exame de DNA. A coleta foi feita durante o mutirão e o resultado deve ser disponibilizado em até 90 dias úteis.
Na área da saúde, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) realizou coletas gratuitas para exames de malária e doença de Chagas, além de oferecer orientações preventivas e distribuir materiais educativos. Os atendimentos foram realizados pela equipe do Departamento de Controle de Endemias.
Para os exames de malária, o resultado pode ficar pronto no mesmo dia. Em casos positivos, as equipes de saúde entram em contato com os pacientes para orientar o início do tratamento. Já os casos relacionados à doença de Chagas recebem acompanhamento e encaminhamento para atendimento nas unidades de saúde.



