A Justiça do Pará concedeu liberdade provisória ao boxeador Hudson Kayan Costa Botelho, que estava preso desde junho, acusado de agredir a ex-companheira enquanto ela segurava no colo o filho do casal, de cinco meses.
A decisão, assinada na quarta-feira (5) pelo juiz Maurício Ponte Ferreira de Souza, da Vara de Violência Doméstica de Belém, revogou a prisão preventiva e estabeleceu uma série de medidas cautelares que deverão ser cumpridas pelo acusado durante o andamento do processo.
Entre as determinações está o uso de tornozeleira eletrônica pelo período de três meses, além da proibição de manter contato ou se aproximar da vítima a menos de 100 metros. Hudson também não poderá frequentar a residência ou locais habitualmente frequentados por ela.
O atleta deverá ainda permanecer em recolhimento domiciliar durante o período noturno e nos dias de folga. Também está proibido de deixar a Região Metropolitana de Belém por período superior a 30 dias sem autorização judicial e deverá comparecer aos atos do processo sempre que for intimado.
Segundo a decisão, a prisão preventiva deixou de ser considerada necessária nesta etapa do processo. O magistrado destacou que a denúncia já foi recebida pela Justiça e que o acusado apresentou defesa. Também não haveria, segundo a decisão, relatos de tentativa de interferência no andamento do processo ou de descumprimento das medidas protetivas concedidas à vítima.
O Ministério Público do Pará (MPPA) apresentou parecer favorável à substituição da prisão por medidas cautelares, entendendo que as determinações seriam suficientes para garantir a segurança da vítima e o andamento da ação.
A defesa do boxeador também se manifestou sobre a decisão. Segundo o advogado, “ficou provado ao Estado e ao juiz que Hudson tem condições legais de responder o processo em liberdade”.
A liberdade provisória não encerra o processo. Hudson continuará respondendo à ação criminal e deverá cumprir as determinações impostas pela Justiça. A audiência de instrução e julgamento está marcada para 7 de outubro, quando serão ouvidas testemunhas e o acusado antes da decisão final.
Relembre o caso
Hudson Kayan foi preso no dia 25 de junho, em Belém, após ser procurado pela Polícia Civil. Segundo a investigação, a agressão ocorreu durante a madrugada, por volta de 1h30, na avenida Alcindo Cacela, em frente a um hospital particular.
Conforme o relato apresentado pela investigação, a vítima teria sido atingida por socos enquanto segurava o filho de cinco meses. Durante a agressão, o bebê caiu no chão. A situação teria sido interrompida após a intervenção de um homem que presenciou o episódio.
Após o ocorrido, o atleta deixou o local e passou a ser procurado pela Polícia Civil até ser localizado e preso.



