Um guarda municipal de Marituba, na Região Metropolitana de Belém, é apontado pelas investigações como um dos líderes de um esquema de tráfico interestadual de drogas desarticulado na operação “Abadon”, deflagrada nesta terça-feira (31).
A ação foi coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amapá (FICCO/AP), com apoio da Polícia Civil do Pará.
De acordo com as investigações, o servidor — identificado como Pedro de Morais Santos Garcia — está foragido e atuaria como braço direito de um dos chefes da organização criminosa, atualmente preso. Ele seria responsável por coordenar a distribuição de drogas na região Norte.
Ao todo, a operação cumpriu 64 mandados de busca e apreensão e 54 mandados de prisão preventiva em estados como Pará, Amapá, Roraima, Ceará, Rio Grande do Norte e São Paulo. Até o momento, 39 pessoas foram presas.
Segundo o delegado Bruno Benassuly, da FICCO/AP, o grupo utilizava estratégias para ocultar a origem do dinheiro obtido com o tráfico. Entre elas, o uso de contas de terceiros — os chamados “laranjas” — e a lavagem de recursos por meio da compra de imóveis e veículos de luxo.
No Pará, foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva. As equipes também apreenderam cerca de R$ 26 mil em dinheiro e aproximadamente 20 veículos, que estariam ligados a uma concessionária usada para lavar dinheiro.
A esposa do guarda municipal, Ana Paula Pinheiro de Sousa, também é considerada foragida.
Os presos foram encaminhados à Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), onde permanecem à disposição da Justiça.
Em nota, a Prefeitura de Marituba afirmou que não compactua com condutas ilegais e informou que, caso a participação de servidores seja confirmada, medidas administrativas serão adotadas. A gestão também declarou que colabora com as investigações.



