Candidato do PSOL grava campanha política ao lado de pés de maconha. Veja vídeo

André Barros (PSOL), gravou um vídeo de campanha onde aparece em uma plantação de maconha e relaciona sua candidatura à defesa da legalização da droga. Ele é um dos autores da representação encaminhada, em 2009, à PGR contra decisões judiciais que proibiam a realização da marcha em algumas cidades do Brasil. Essa representação gerou uma ação no STF que, em 2011, autorizou a realização do evento em todo o país.
Segundo a Gazeta do Povo, Barros afirma que o vídeo foi gravado em uma plantação de maconha autorizada pela justiça e que não há crime em sua mensagem. Ele também declarou que em campanhas eleitorais anteriores já havia gravado vídeos semelhantes com a mesma mensagem, o que não resultou em condenações judiciais.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitou esclarecimentos ao postulante ao cargo no Legislativo municipal sobre as mensagens veiculadas. O promotor eleitoral David Faria registrou que “na referida propaganda, o candidato faz alusão à valorização e consumo de drogas”
Consta no documento com emitido na terça-feira, 29 de setembro: “Importante destacar que a utilização do fato do candidato ser da ‘marcha da maconha’ está resguardada pela liberdade de expressão e de propaganda, mas o contexto em que ela é veiculada parece ultrapassar a livre manifestação de pensamento”
Goulart afirma que o que não é permitido é incitar o uso de drogas ilícitas, o que, no seu ponto de vista, não se aplica ao vídeo em questão: “O candidato não fala claramente ‘use drogas’. Ele tem a consciência dos limites da sua atuação. O Ministério Público tem o poder e mesmo o dever de levantar essa discussão, mas creio que atualmente há uma atmosfera jurídica solidificada quanto à não qualificação dessa conduta como crime”.
Fonte Gazeta do Povo



