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Sucesso viral do melody, musica “Tic Tac” é “roubada” por cantor de piseiro do Ceará

Sucesso do melody paraense, "Tic Tac" vira alvo de disputa por direitos autorais e gera polêmica nas redes

A música “Tic Tac Meu Coração Faz Tum Tum”, sucesso do DJ Nem de Icoaraci e um dos maiores fenômenos recentes do melody paraense, se tornou o centro de uma disputa envolvendo autoria, direitos autorais e remoção de conteúdos nas plataformas digitais.

A polêmica começou após o cantor cearense Pedrinho Pisadinha lançar uma versão em piseiro da canção e reivindicar direitos sobre a obra. A situação resultou na remoção temporária de diversas versões da música no YouTube, incluindo remixes produzidos por DJs paraenses que ajudaram a popularizar o hit nas redes sociais.

Uma das artistas afetadas foi a DJ Méury, que usou suas redes para reclamar da derrubada de seu remix, que acumulava milhares de visualizações. A situação gerou revolta entre fãs e profissionais da cena musical paraense, que passaram a questionar a legitimidade das reivindicações feitas sobre a obra.

Nos bastidores do tecnobrega, a principal acusação é de que uma música que já circulava amplamente no Pará há mais de um mês estaria sendo registrada posteriormente por terceiros para obtenção dos direitos autorais. Segundo relatos que circulam entre produtores e DJs, a obra teria sido criada de forma independente e difundida inicialmente por meio dos tradicionais canais informais do melody paraense.

A discussão ganhou novos contornos quando Lobão, da Editora Sonora, afirmou publicamente que a música já estaria editada e registrada pela empresa meses antes da atual controvérsia, contestando versões que surgiram após o sucesso nacional da canção.

Outro elemento que aumentou a repercussão foi a informação de que, na descrição da versão lançada por Pedrinho Pisadinha, aparece como autora da obra uma mulher identificada como Antônia Mauriene dos Santos Dias. A divulgação do nome levantou questionamentos nas redes sociais sobre a origem do registro e a autoria da composição.

Enquanto isso, o cantor cearense decidiu se manifestar. Em vídeos publicados nas redes sociais, Pedrinho Pisadinha afirmou que divulgará uma nota oficial esclarecendo toda a situação. O artista destacou que atua apenas como intérprete da música, pediu calma ao público e chegou a pedir desculpas aos paraenses pelos transtornos causados pela polêmica.

Após a repercussão, a versão remixada de DJ Méury voltou a ficar disponível no YouTube. A própria artista confirmou o retorno da faixa à plataforma e agradeceu o apoio recebido dos fãs durante o período em que o conteúdo permaneceu indisponível.

Até o momento, DJ Nem de Icoaraci, apontado como responsável pela versão que viralizou no Pará, ainda não se pronunciou publicamente sobre a disputa.

O caso traz à tona um debate antigo dentro da cena do tecnobrega e do melody paraense: a dificuldade de proteger juridicamente produções independentes que muitas vezes alcançam enorme popularidade nas redes sociais antes mesmo de passarem por processos formais de registro autoral.

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