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Rede Vila Galé pode investir em novo projeto de restauração no Centro Histórico de Belém

Prefeito Igor Normando se reuniu com o presidente da rede hoteleira portuguesa, Jorge Rebelo de Almeida, para discutir novas iniciativas na capital paraense. Grupo é conhecido por recuperar prédios históricos e já inaugurou um hotel em Belém para a COP30.

O prefeito de Belém, Igor Normando, revelou nesta segunda-feira (21) que se reuniu com Jorge Rebelo de Almeida, fundador e presidente da rede portuguesa Vila Galé, para discutir novos investimentos no Centro Histórico de Belém.

Em publicação nas redes sociais, o prefeito classificou o encontro como uma “reunião produtiva” e afirmou que o objetivo é trazer “mais novidades para o centro histórico de Belém”. Embora detalhes sobre o projeto ainda não tenham sido divulgados, a reunião aumenta a expectativa de que a rede possa participar de mais uma iniciativa de revitalização de imóveis históricos na capital.

O Vila Galé já possui uma unidade em Belém. O Vila Galé Collection Amazônia foi inaugurado em novembro de 2025, às vésperas da COP30, ocupando um conjunto de edifícios restaurados na área portuária da cidade. O empreendimento marcou a entrada da rede no mercado paraense e reforçou a estratégia de transformar patrimônios históricos em equipamentos turísticos de alto padrão.

Essa, inclusive, é uma das principais características do grupo português. Em diversas cidades do Brasil, a rede se tornou referência pela recuperação de imóveis históricos que estavam abandonados ou subutilizados, devolvendo função econômica e turística a construções de grande valor arquitetônico.

Entre os exemplos estão o Vila Galé Salvador, instalado em um casarão histórico no centro da capital baiana; o Vila Galé Ouro Preto, desenvolvido em um antigo patrimônio histórico de Minas Gerais; além do Vila Galé Collection Ouro Preto, que reaproveitou um antigo colégio e fortaleceu o turismo cultural na região. Em Portugal, onde nasceu a rede, dezenas de conventos, palácios e edifícios centenários foram restaurados e transformados em hotéis.

Para Belém, investimentos desse perfil são considerados estratégicos. O Centro Histórico concentra um dos maiores conjuntos arquitetônicos da Amazônia, mas muitos imóveis permanecem fechados, degradados ou sem uso econômico.

A recuperação desses edifícios por meio da iniciativa privada pode contribuir para preservar o patrimônio, estimular o turismo, atrair novos negócios, gerar empregos e aumentar a circulação de pessoas na região, fortalecendo o comércio e valorizando um dos espaços mais importantes da história da capital paraense.

Caso a negociação avance, o projeto poderá representar mais um passo no processo de revitalização do Centro Histórico, especialmente em um momento em que Belém busca consolidar sua imagem internacional após sediar a COP30 e ampliar sua vocação para o turismo cultural e histórico.

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