Pssica, série gravada no Pará, desbanca Wandinha e se torna a mais assistida da Netflix
Produção inspirada no livro do paraense Edyr Augusto retrata o tráfico humano na Amazônia e conquista o público logo no primeiro dia de estreia.
A série brasileira Pssica fez história ao alcançar, já no primeiro dia de estreia, a liderança absoluta no ranking diário da Netflix Brasil. Com apenas quatro episódios disponíveis, lançados na quarta-feira (20), a produção superou sucessos globais, como a segunda temporada de Wandinha, fenômeno mundial da plataforma.
Baseada no livro homônimo escrito pelo renomado autor paraense Edyr Augusto Proença e publicado pela editora Boitempo em 2015, a obra leva o espectador para o coração da Amazônia, explorando um tema sombrio e urgente: o tráfico humano.
A narrativa acompanha a trajetória de Janalice (interpretada por Domithila Cattete), uma jovem raptada no centro de Belém e vendida como escrava branca para casas de show e prostituição. Ao longo da trama, sua história se cruza com a de Preá (Lucas Galvino), um criminoso que precisa enfrentar o próprio destino como líder de uma gangue de “ratos d’água” — quadrilhas que atuam nos rios amazônicos — e Mariangel (Marleyda Soto), que busca vingança pela morte da família.
Mais do que um thriller de ação, Pssica é um mergulho nas entranhas do crime organizado que se aproveita das rotas fluviais da Amazônia para explorar vidas humanas. O título faz referência a uma maldição que parece perseguir os personagens, envolvidos em uma teia de violência, vingança e sobrevivência.
Além de sua trama intensa e personagens complexos, a produção chama atenção pelo cenário: as paisagens paraenses são protagonistas à parte, reforçando a identidade amazônica da série que já se tornou um fenômeno cultural.



