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Mangueirão recebe tecnologia de impedimento semiautomático e estreia em Remo x Palmeiras

Sistema com inteligência artificial começa a ser utilizado em Belém e integra plano da CBF para a Série A

O Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença, conhecido como Mangueirão, passa a contar com sistema de impedimento semiautomático. A tecnologia será utilizada a partir do jogo entre Clube do Remo e Palmeiras, marcado para domingo (10), às 16h, pela Série A do Campeonato Brasileiro.

Ao todo, 28 equipamentos foram instalados sob a cobertura do estádio, distribuídos nos lados A e B. O Mangueirão é o primeiro da região Norte a receber o sistema.

A implantação faz parte de um projeto da Confederação Brasileira de Futebol, que prevê a adoção da tecnologia em estádios utilizados na Série A e na Copa do Brasil.

Como funciona o sistema

O impedimento semiautomático utiliza inteligência artificial e câmeras posicionadas em pontos estratégicos do estádio. Os equipamentos registram as imagens em alta definição e permitem o rastreamento de pontos do corpo dos jogadores durante a partida.

Os dados gerados são enviados para a cabine do árbitro de vídeo (VAR), onde a equipe valida as informações antes da decisão final.

Segundo a CBF, o sistema reduz o tempo de análise dos lances e padroniza a marcação de impedimentos.

Instalação e operação

A tecnologia foi instalada com suporte da empresa Genius Sports, que atua em competições internacionais. O Mangueirão é o 14º estádio do país a receber o sistema.

Antes da estreia, o equipamento passa por testes operacionais, incluindo a calibração das linhas virtuais e verificação da transmissão de dados.

Além do novo sistema, houve alteração na área de revisão do VAR, que passou a funcionar no lado A do estádio.

Estrutura e monitoramento

Os dispositivos utilizados funcionam com conexão contínua à internet e fornecimento de energia. As câmeras registram as partidas em alta resolução e enviam informações em tempo real para análise da arbitragem.

O sistema cria uma reprodução digital das jogadas, permitindo identificar o momento do passe e a posição dos atletas.

Outras mudanças no estádio

O Mangueirão também recebeu equipamentos de reconhecimento facial nas catracas, conforme exigências da Lei Geral do Esporte. O sistema inclui identificação biométrica e monitoramento por imagem.

De acordo com o governo do Pará, mais de 130 mil pessoas já estão cadastradas na base de dados do estádio.

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