O Pará segue consolidado entre os principais motores da economia brasileira. Segundo dados divulgados pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), o Estado registrou um superávit de US$ 21,5 bilhões na balança comercial em 2025, o terceiro maior do país, atrás apenas de Mato Grosso e Minas Gerais.
O resultado representa um crescimento de 2,6% em relação ao ano anterior e reforça o peso estratégico do Pará nas exportações nacionais, impulsionado principalmente pela mineração e pelo agronegócio.
Ao longo do ano, o Estado exportou US$ 24,2 bilhões, avanço de 5,4%, acima da média nacional. Com isso, o Pará passou a responder por cerca de 7% de todas as exportações brasileiras, ocupando a quinta posição no ranking nacional.
O minério de ferro segue como principal produto exportado, movimentando US$ 11,6 bilhões e representando quase metade de tudo o que o Pará vende ao exterior. Também se destacam os minérios de cobre, com US$ 3,6 bilhões, e a alumina calcinada, com US$ 1,9 bilhão.
No agronegócio, as carnes bovinas desossadas tiveram um dos maiores crescimentos do ano, com alta de 70,3%, alcançando US$ 1,2 bilhão. A soja também avançou e somou US$ 1,6 bilhão em exportações.
Os dados revelam ainda a forte concentração econômica em municípios mineradores. Canaã dos Carajás liderou as exportações paraenses com US$ 6,6 bilhões, seguido por Parauapebas (US$ 5,3 bilhões) e Barcarena (US$ 3,4 bilhões). Marabá também teve destaque, com crescimento de 22,6% nas vendas externas.
A China permaneceu como principal destino dos produtos paraenses, absorvendo US$ 11 bilhões em exportações, o equivalente a quase metade de tudo o que o Estado vendeu ao exterior. Estados Unidos e Malásia aparecem na sequência.
O levantamento também mostra avanço das exportações para a Europa, que cresceram 17,5% em 2025, indicando ampliação dos mercados consumidores dos produtos paraenses.
Apesar do forte perfil exportador, o estudo da Fapespa aponta que o desafio do Pará segue sendo diversificar sua economia e agregar mais valor à produção local, reduzindo a dependência de commodities minerais.
Ainda assim, os números reforçam o papel do Estado como uma das principais potências econômicas do país e peça estratégica no comércio internacional brasileiro.



