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Pará chega a 28 anos sem representantes na Seleção Brasileira em Copas do Mundo

Convocação para o Mundial de 2026 mantém ausência de atletas paraenses; apenas três jogadores do estado já disputaram o torneio

A convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 confirmou um dado que chama atenção no futebol paraense: o Pará chegou a 28 anos sem representantes no principal torneio do futebol mundial.

A lista divulgada nesta segunda-feira (18) pelo técnico Carlo Ancelotti não conta com nenhum jogador nascido no estado entre os 26 convocados para o Mundial, mantendo uma longa ausência de atletas paraenses na Seleção em Copas do Mundo.

Ao longo da história, apenas três jogadores naturais do Pará disputaram o torneio: Sócrates, Paulo Victor e Giovanni.

O mais emblemático deles é Sócrates, nascido em Belém. Mesmo sem ter atuado profissionalmente em clubes paraenses, o ex-meia marcou época na Seleção Brasileira e participou das Copas de 1982 e 1986.

Na edição de 1982, considerada uma das equipes mais talentosas da história do futebol brasileiro, Sócrates foi titular absoluto ao lado de Zico, Falcão e Cerezo. O paraense marcou gols importantes e se tornou um dos símbolos daquela geração conhecida pelo “futebol arte”.

Quatro anos depois, voltou a disputar o Mundial no México e novamente teve papel importante na campanha brasileira.

Ainda em 1986, o Pará teve outro representante na Seleção: o goleiro Paulo Victor. Reserva durante a competição, ele não entrou em campo, mas fez parte do elenco convocado para a Copa do Mundo.

A última participação paraense em Mundiais aconteceu em 1998, com Giovanni. Revelado no futebol brasileiro e destaque por Santos e Barcelona, o meia chegou à Copa da França cercado de expectativa e iniciou a competição como titular.

Giovanni atuou na estreia contra a Escócia, mas acabou substituído no intervalo e não voltou a jogar naquela campanha, que terminou com o vice.

Desde então, o futebol paraense não voltou a ter representantes em Copas do Mundo.

Nos últimos anos, alguns jogadores do estado chegaram a frequentar convocações da Seleção Brasileira em amistosos e competições oficiais. Entre eles, Paulo Henrique Ganso, que participou de ciclos importantes da equipe nacional, e Rony, atacante que chegou a ser lembrado durante o ciclo para a Copa de 2026. Nenhum deles, porém, conseguiu vaga em um Mundial.

A ausência prolongada reforça um debate recorrente sobre a dificuldade de atletas da região Norte ganharem espaço no cenário nacional, apesar da tradição e da paixão do futebol paraense, marcada por clubes históricos como Paysandu e Remo e por uma das torcidas mais intensas do país.

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