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Natura quer transformar Benevides no Vale do Silício da bioeconomia

Empresa anuncia ampliação do Ecoparque e novos investimentos para consolidar o “Vale do Silício da biodiversidade”

A Natura &Co revelou um ambicioso projeto para transformar Benevides, no Pará, em um centro global de inovação e tecnologia voltado à bioeconomia. Com ênfase no potencial da Amazônia, a empresa anunciou a ampliação do Ecoparque, complexo industrial e de pesquisa inaugurado em 2014, que já movimentou mais de R$ 1,2 bilhão na região.

Segundo o CEO da companhia, João Paulo Ferreira, o objetivo é fazer de Benevides o “Vale do Silício da bioeconomia”, atraindo investimentos públicos e privados, além de promover a pesquisa e o desenvolvimento sustentável. A iniciativa também envolve a ampliação do Núcleo de Inovação Natura Amazônia (NINA), que deverá ser concluída até a Conferência do Clima (COP-30), marcada para novembro de 2025, em Belém.

O Ecoparque e o potencial da Amazônia

Desde sua criação, o Ecoparque tem sido um polo de pesquisa sobre bioativos, práticas industriais sustentáveis e inovação em produtos. “Nós não somos visitantes na Amazônia. Estamos lá há 25 anos pesquisando e trabalhando com mais de 10 mil famílias extrativistas. Transformamos o potencial local em produtos valorizados globalmente”, destacou Ferreira.

O executivo enfatizou que a bioeconomia não é apenas um conceito abstrato, mas uma realidade com impactos econômicos e sociais. “Imagine quantos setores podem se beneficiar a partir de pesquisa e desenvolvimento no local. Nosso novo centro será um espaço para pesquisadores de diferentes áreas e empresas, criando um ecossistema colaborativo.”

Colaboração e inovação

A Natura planeja atrair diversos atores para consolidar esse ambiente inovador. “Não basta uma empresa isolada. Precisamos de colaboração entre governo, academia e instituições financeiras. Já temos parcerias com o Banco Mundial, BID e Fundo Vale, além de mecanismos de financiamento baseados em contrapartidas ambientais”, explicou Ferreira.

A empresa também destaca a importância de dar visibilidade às iniciativas existentes para atrair mais investimentos e talentos à região. “Estamos criando um espaço que une tecnologia e preservação ambiental, com foco no desenvolvimento de soluções verdes para o mundo.

A escolha de Belém como sede da COP-30 reforça o protagonismo do Pará no debate global sobre sustentabilidade. Para Ferreira, o evento será uma oportunidade única para apresentar o modelo desenvolvido pela Natura e atrair novos investidores ao projeto.

Um futuro promissor

Com um histórico de investimentos que já ultrapassam R$ 292 milhões em bioinovação, a Natura aposta que Benevides se tornará um centro de referência mundial na pesquisa sobre biodiversidade. “O mundo está ansioso por esse tipo de colaboração. Com as iniciativas em andamento, acreditamos que muito mais gente chegará para somar forças”, concluiu Ferreira.

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