O Aeroporto de Altamira (ATM), no sudoeste do Pará, entra em uma nova etapa de operação com a conclusão das obras de ampliação e modernização conduzidas pela concessionária espanhola Aena. As intervenções aumentaram a capacidade do terminal para até 200 mil passageiros por ano e promoveram mudanças na estrutura destinada aos passageiros e nas áreas operacionais.
Entre os principais pontos modificados está a sala de embarque, que recebeu uma ampliação de 370 metros quadrados. A área destinada à inspeção de segurança também foi ampliada. O espaço utilizado para o raio-X passou a ter 148 metros quadrados, três vezes o tamanho anterior.
A área de check-in foi ampliada para 249 metros quadrados. Entre os novos recursos está a implantação do BHS, sigla em inglês para Baggage Handling System, sistema automatizado utilizado para transportar, rastrear e realizar a triagem de bagagens despachadas.
Mais capacidade operacional
As intervenções também alcançaram o pátio de aeronaves e a pista. O pátio passou a ter capacidade para receber até três aeronaves Classe C simultaneamente, permitindo operações com modelos como Boeing 737 e Airbus A320.
Nas cabeceiras da pista, foram implantadas áreas de segurança de fim de pista, conhecidas como RESA, estrutura destinada a ampliar a segurança durante operações de pouso e decolagem.
O aeroporto também recebeu o sistema PAPI, equipamento de auxílio visual que contribui para orientar a aproximação das aeronaves. As marcações da pista e do pátio foram renovadas para adequar a estrutura aos padrões operacionais exigidos.
Infraestrutura e oferta de voos
Com a modernização, a capacidade física do aeroporto passa a superar a atual oferta de voos na região. O desafio, a partir dessa etapa, é ampliar a utilização da estrutura por meio da expansão da malha aérea e da operação de aeronaves com maior capacidade.
Segundo a Aena Brasil, a empresa mantém diálogo com companhias aéreas com o objetivo de ampliar a oferta de voos, incentivar novas ligações entre municípios do interior e os principais centros do país e estimular operações com aeronaves de maior capacidade.
A modernização representa um avanço na infraestrutura aeroportuária de Altamira e pode contribuir para melhorar a conexão do sudoeste paraense com outras regiões. O aproveitamento dessa capacidade, porém, dependerá da ampliação das rotas comerciais e da disponibilidade de voos regulares para atender à demanda regional.



