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Marabá vive a maior enchente em 18 anos

Na manhã deste sábado, por volta de 8 horas, a régua fluviométrica marcava o Rio Tocantins com nível de 12,76 metros acima do normal, em Marabá. Foram 10 centímetros de avanço desde o início da manhã. O novo Boletim de Vazões e Níveis da Eletronorte prevê que passe dos 13 metros na manhã deste domingo (16). Esse é o maior nível do rio em 18 anos, segundo dados da ANA (Agência Nacional das Águas). Em 2004, a cheia atingiu 13,07 metros. A enchente que a atual superou foi a de 2020, quando atingiu 12,68 metros.

Na orla, a água transbordou em mais pontos da Marabá Pioneira, como na Praça São Félix de Valois, e alcançou a Toca do Manduquinha e até mesmo o Estádio Municipal Zinho Oliveira.  No Bairro Francisco Coelho (Cabelo Seco), as águas do Tocantins e do Itacaiunas estão unidas sobre o piso da obra do novo mirante.

Em pronunciamento na noite de ontem (14), o governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou que ainda neste sábado enviaria de Belém carga de mil colchonetes para distribuição nos abrigos, tendo em vista que muitas pessoas perderam colchões. Disse também estar articulando junto à iniciativa privada a doação de mais cestas de alimentos e água mineral para os desabrigados.

De outro lado, o governador também anunciou estar providenciando, a pedido da Prefeitura de Marabá, a contratação da construção de mais 300 vagas de abrigo.ESTRUTURANo bairro mais atingido pela cheia dos rios em Marabá, o Santa Rosa, na Marabá Pioneira, dezenas de famílias ficam ilhadas em pontos mais altos do local. O bairro teve todas as ruas atingidas pela enchente, desabrigando, só no local, mais de 800 famílias, a maior parte delas está em abrigos da Prefeitura, construídos pela Defesa Civil Municipal.

As famílias que ainda permanecem precisam se deslocar de barcos até os locais mais altos do núcleo Marabá Pioneira, para seguir ao trabalho ou escola. A Defesa Civil disponibiliza barcos para a população gratuitamente em dois pontos, no bairro de Santa Rosa e no porto da praça do Pescador, nas proximidades do Flutuante na Marechal Deodoro.

Com informações Correio de Carajás *

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