OPINIÃO

Lembranças de infância

O tempo passou, mas a memória longínqua da infância continua viva. A saudade toma conta do peito daquelas épocas boas de quando era moleque.

A taberna na rua, a Dona Fernandinha, proprietária do local, os cinco centavos achados na rua durante o futebol da tarde. Era festa de bombons, pois naquela época R$0,05 valia muito. Hoje – com a desvalorização do real – quase não se vê a essa moeda.

Eu era o moleque que andava nas ruas com os pés descalços. A taberna estava ali e era onde a galera da rua gastava seus centavos com guloseimas.

Mas ali vendia de tudo. Para os papudinhos quase todos os tipos de bebidas alcoólicas. Já para a meninada guloseimas.

O tempo vai passando. Dona Fernandinha faleceu. Sua taberna fechou, foi perdendo espaço para outros estabelecimentos. A molecada da rua foi também crescendo e seguindo cada um seu rumo. Outros moradores antigos faleceram. A rua da infância já não era mais a mesma.

Mas Dona Fernandinha, a sua taberna continuam em nossa memória guardada com carinho.

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