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Decisão da prefeitura de Belém de permitir apenas 20% de público nos estádios é inviável, dizem dirigentes

A prefeitura de Belém decidiu liberar apenas 20% do público nos estádios da capital paraense. Contrariando decisão do governo do Pará, que decidiu liberar 30% do público, o limite ainda menor, prejudica ainda mais Remo e Paysandu, clubes de Belém em atividade nas séries B e C, respectivamente.

Apesar dessas divergências entre o governo do estado e a prefeitura de Belém, o que prevalece é a decisão dos municípios, pois é levado em consideração as suas próprias realidades em relação a pandemia, já que a decisão do governo estadual abrange o estado como um todo.

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela própria prefeitura de Belém, a taxa de ocupação de leitos clínicos está em 2,9% e a de UTI em 3,1%, com registro de 27 novos casos em uma semana com 1 óbito.

Outra situação que destoa entre os poderes é referente às doses de vacina. O Estado obriga que os torcedores apresentem o cartão de vacinação com pelo menos uma dose, enquanto o Município condiciona a presença do público ao esquema vacinal completo, ou seja, duas doses de Coronavac, Astrazeneca ou Pfizer, ou uma dose de Janssen.

Com essa decisão, os clubes da capital já estudam realizar seus mandos de campo em outras cidades do estado com regras mais flexíveis. Os clubes querem o aumento de pelo menos a metade da capacidade de seus estádios (50%), pois temem prejuízos já que as despesas para a entrada do público são elevadas por causa do protocolo.

“Fiquei muito preocupado com essa informação. Já havia um decreto anterior do governo limitando em 30%. A gente entende essa limitação, por conta de toda questão sanitária. Mas a Prefeitura querer reduzir para 20% está tornando praticamente inviável o retorno do público agora”, disse Fábio Bentes, presidente do Remo.

“Vamos ter muitos custos para poder organizar e controlar todo esse processo. Vamos ter orientadores, controle de fluxo, equipamento que vamos precisar adquirir. E a gente, com 20%, levando consideração que tem muita gratuidade que vamos ter que comprar, vai ficar com poucos ingressos à venda. O preço do ingresso vai ter que ser muito caro para empatar a conta. A gente achou [30%] adequado para ter um controle no acesso [ao estádio]. Não vejo motivo para reduzir para 20%. Vamos dialogar para ver se consegue mudar. Do contrário vai ser inviável esse retorno”, concluiu.

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