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Calçada do Horto Municipal vai ganhar jardins de chuva em Belém

Estrutura ajudará na drenagem das águas pluviais, redução de alagamentos e ampliação das áreas verdes da capital paraense

Belém começou a implantar mais um jardim de chuva como parte da estratégia de adaptação climática e drenagem sustentável da cidade. A nova estrutura está sendo instalada na área em frente ao Horto Municipal, em ação coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).

O projeto integra um conjunto de medidas voltadas à ampliação da infraestrutura verde da capital e ocorre poucos dias após a inauguração do maior jardim de chuva de Belém, localizado na avenida Marechal Hermes.

A nova estrutura foi planejada para captar e infiltrar parte da água das chuvas diretamente no solo, reduzindo a sobrecarga da rede de drenagem urbana e contribuindo para minimizar pontos de alagamento. Além disso, os jardins de chuva auxiliam na recarga dos lençóis freáticos, ajudam a melhorar o microclima urbano e ampliam a biodiversidade nas áreas urbanas.

Segundo a secretária municipal de Meio Ambiente, Juliana Nobre, a iniciativa faz parte de uma política voltada à adaptação da cidade aos desafios climáticos.

“Estamos construindo uma cidade que dialoga com a natureza. Os Jardins de Chuva são soluções eficientes e sustentáveis que ajudam a reduzir os alagamentos, melhoram a infiltração da água no solo e ainda tornam os espaços públicos mais verdes e acolhedores para a população”, afirmou.

Além da função ambiental, a área em frente ao Horto Municipal também deverá servir como espaço para atividades de educação ambiental, permitindo que moradores conheçam na prática o funcionamento das soluções baseadas na natureza para o manejo das águas urbanas.

A Prefeitura informou que a expansão dos jardins de chuva continuará nos próximos meses. Entre os locais previstos para receber as estruturas estão a rotatória da avenida Perimetral, a área em frente ao Museu Paraense Emílio Goeldi, a rua dos Mundurucus, a travessa Rui Barbosa e o bairro da Terra Firme.

As áreas receberão espécies vegetais adaptadas às condições climáticas da Amazônia, capazes de suportar tanto períodos de estiagem quanto momentos de alagamento temporário. Entre as plantas selecionadas estão petúnias selvagens, tajás, inhames, helicônias-papagaio, cana-da-índia e grama-amendoim.

A implantação dos jardins de chuva faz parte das ações ambientais desenvolvidas durante o Junho Verde 2026, programação voltada à conscientização ambiental e ao incentivo de práticas sustentáveis na capital paraense.

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