O Bosque Rodrigues Alves – Jardim Botânico da Amazônia, um dos principais cartões-postais de Belém, voltou a ser alvo de vandalismo. Pouco tempo após a pintura dos muros externos, novas pichações apareceram na estrutura, comprometendo o trabalho de revitalização realizado no local.
Além dos muros, os vândalos também picharam a placa que apresenta a história do bosque aos visitantes, atingindo um elemento de caráter educativo e cultural.
O episódio gera indignação por envolver um dos mais importantes patrimônios históricos, ambientais e turísticos da capital paraense. Fundado no século XIX, o Bosque Rodrigues Alves abriga espécies da fauna e da flora amazônicas e recebe milhares de visitantes todos os anos, sendo referência em educação ambiental e lazer.
As pichações representam mais do que danos estéticos. Elas geram custos para os cofres públicos, exigem novas ações de limpeza e restauração e prejudicam a imagem de um espaço que faz parte da identidade de Belém.
O caso também reforça a necessidade de ampliar as ações de fiscalização, monitoramento e conscientização sobre a importância da preservação do patrimônio público. Enquanto a cidade investe na recuperação de seus espaços históricos, atos de vandalismo como esse acabam anulando parte desse esforço.
Preservar o Bosque Rodrigues Alves é preservar a história, a memória e o patrimônio ambiental de Belém. Combater a depredação desses espaços é uma responsabilidade que deve envolver tanto o poder público quanto a própria sociedade.



