Coluna

A campanha de Priante e a cassação de Zenaldo em 2016

Por Eduardo Cunha

No dia 17 de outubro de 2016, enquanto a disputa para Prefeitura de Belém fervilhava, fomos surpreendidos pela decisão do juiz Cláudio Von Lohrmann que julgava procedente o pedido da coligação “Juntos pela Mudança”, de Edmilson Rodrigues (Psol), cassando a candidatura do prefeito Zenaldo Coutinho, que até aquela semana liderava as pesquisas de voto.

Qual teria sido a conduta tão perniciosa assim ao pleito? Zenaldo havia publicado vídeos no site da Prefeitura, antes do período eleitoral, que na visão do Juiz Lohrmann, da mesma escola do Heyder Tavares, exaltavam pessoalmente o gestor.

Para ilustríssimo juiz, não importava que tivessem sido postados antes mesmo do período eleitoral, uma vez que continuaram disponíveis ao internauta naquele período.

Na quinta-feira, dia 12, o Twitter oficial do Governo do Estado do Pará publicou matéria com publicidade expressa, cristalina, sobre o candidato Priante, primo do governador Helder Barbalho, pedindo votos e criticando a administração atual. 

Publicação do Twitter oficial do Governo do Pará

Diferente das publicações do prefeito Zenaldo Coutinho, essa não precisou de interpretações, era clara como um filme pornô. Também diferente daquelas de 2016, essa foi postada no epicentro do furacão e não antes do período eleitoral.

Naquele ano de 2016, me lembro bem, a sentença serviu para atear fogo na esquerda, não obstante o recurso que o prefeito interpôs ter tido efeito suspensivo.

Eram palavras de ordem, gente na rua, megafone e aquele palavrório todo e aquele bundalelê que a esquerda adora fazer. O saudoso advogado Egíydio Salles chegou a aconselhar um grupo de juristas a dizer que “não tinha mais nada pro Zenada”, sem temer usar o apelido do alcaide. 

Para justificar a pataquada o Governo do Estado disse que seu site foi hackeado. Já havia usado essa justificativa outras vezes, com o celular do governador, um pouco antes da operação “Para Bellum”, que investiga a compra de respiradores superfaturados comprados pelo WhatsApp. 

Desculpa oficial do perfil oficial do Governo do Pará

A Prodepa também usou a mesma desculpa antes da visita da Polícia Federal ao Palácio do Governo.

Seria como se Helder cometesse um crime de homicídio, a olhos vistos,  na frente de várias câmeras para todo o mundo ver e para se safar alegasse que um exu tomou seu corpo.

Não preciso dizer o quanto acho tudo isso ridículo e vergonhoso. Bom, quem sabe o terreiro do Pai José ou da Cabocla Mariana se manifestem sobre o caso, porque até o momento nem Judiciário e nem Ministério Público se manifestaram…

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