11 de Setembro completa 25 anos: relembre os ataques que mudaram o mundo
Atentados de 2001 mataram 2.977 pessoas e deram início à chamada Guerra ao Terror

Há 25 anos, o mundo parou diante das imagens de dois aviões atingindo as Torres Gêmeas, em Nova York. Na manhã de 11 de setembro de 2001, quatro aeronaves comerciais foram sequestradas nos Estados Unidos em uma operação coordenada pela organização extremista Al-Qaeda. Duas foram lançadas contra o World Trade Center, uma atingiu o Pentágono e outra caiu na Pensilvânia. Os ataques deixaram 2.977 mortos, entre passageiros, tripulantes, pessoas que estavam nos locais atingidos e sequestradores.
O primeiro avião atingiu a Torre Norte do World Trade Center às 8h46 no horário local. Dezessete minutos depois, às 9h03, uma segunda aeronave atingiu a Torre Sul. A transmissão das imagens transformou o ataque em um acontecimento acompanhado praticamente em tempo real por milhões de pessoas ao redor do planeta.
Enquanto as equipes de emergência tentavam retirar pessoas dos edifícios, o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, também foi atingido. Um quarto avião caiu em uma área rural da Pensilvânia depois que passageiros e tripulantes reagiram ao sequestro. A aeronave tinha como provável alvo outro edifício em Washington.
No mesmo dia, a repercussão chegou ao plenário do Senado brasileiro. O senador Pedro Simon, do Rio Grande do Sul, relatou ter acompanhado as imagens com lágrimas e profunda angústia. Em seu discurso, comparou a cena a um filme de ficção que, de repente, havia se tornado realidade.
Jeferson Peres, senador pelo Amazonas, afirmou que o episódio representava uma ruptura histórica. Para ele, a dimensão do ataque demonstrava a vulnerabilidade até mesmo da maior potência militar do mundo e indicava que as relações internacionais seriam diferentes dali em diante.
A autoria dos atentados foi atribuída à Al-Qaeda, então liderada por Osama bin Laden. A organização havia planejado a operação e treinado os integrantes responsáveis pelo sequestro das aeronaves.
Como resposta, os Estados Unidos iniciaram a chamada Guerra ao Terror. Em outubro daquele ano, tropas americanas invadiram o Afeganistão, onde o regime Talibã dava abrigo à liderança da Al-Qaeda. A ofensiva derrubou o governo talibã, mas abriu um conflito que se prolongaria por duas décadas.
Bin Laden permaneceu foragido durante quase dez anos. Em maio de 2011, foi localizado em Abbottabad, no Paquistão, e morto durante uma operação das forças especiais americanas.
As consequências do 11 de Setembro ultrapassaram a guerra no Afeganistão. Aeroportos passaram por mudanças profundas nos procedimentos de segurança, governos ampliaram mecanismos de combate ao terrorismo e os Estados Unidos reorganizaram sua estrutura de inteligência e segurança nacional.
Um quarto de século depois, os ataques continuam presentes na memória coletiva. Para quem nasceu após 2001, porém, o episódio já pertence à história — embora suas consequências ainda façam parte do mundo em que essa geração cresceu.
A data de 11 de setembro de 2026 marca, portanto, os 25 anos de um acontecimento que alterou a política internacional, a segurança e a própria percepção sobre o terrorismo no início do século XXI.



