O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, Romeu Zema, voltou a gerar repercussão ao afirmar que o Brasil estaria criando uma “geração de imprestáveis” por causa da forma como os programas sociais são estruturados.
Segundo declaração publicada pelo jornal Poder360, Zema criticou pessoas que, segundo ele, deixam de buscar empregos formais e optam por trabalhos informais.
“Estamos criando uma geração de imprestáveis que se recusam a trabalhar e optam por ficar fazendo bico, e isso está passando de pai para filho. Que bico qualifica um profissional? Num lugar onde não tem processo, não tem qualidade, não qualifica”, declarou.
O uso da expressão não é novo. Zema já havia feito declarações semelhantes em pelo menos três ocasiões ao longo deste ano, incluindo entrevistas e eventos realizados em maio, junho e julho.
A fala ocorre dentro de uma discussão mais ampla defendida pelo candidato sobre o funcionamento dos programas de transferência de renda e assistência social. Zema defende que os beneficiários tenham uma chamada “porta de saída estruturada”, com políticas voltadas à capacitação profissional e à inserção no mercado de trabalho.
Entre as propostas apresentadas está a criação das chamadas Casas da Cidadania. A ideia prevê o atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade por meio de planos individualizados, envolvendo qualificação profissional, acesso ao emprego, moradia e outros serviços.
Zema também defende mudanças que criem mecanismos para aproximar beneficiários de programas sociais das oportunidades de trabalho e capacitação.
As declarações, no entanto, provocam debate por utilizarem uma expressão considerada ofensiva para se referir a parte da população que depende de programas sociais ou atua na informalidade. O tema se soma à discussão sobre os desafios de conciliar políticas de assistência, combate à pobreza, qualificação profissional e geração de empregos no país.



