Rodoviários da Monte Cristo bloqueiam trecho da Almirante Barroso durante protesto em Belém
Categoria cobra pagamento de salários atrasados, benefícios trabalhistas e melhores condições de trabalho; manifestação provoca congestionamento na principal via da capital.

Rodoviários da empresa Monte Cristo interditaram um trecho da avenida Almirante Barroso, em Belém, na manhã desta quarta-feira (22), em protesto contra o atraso no pagamento de salários e benefícios trabalhistas. A manifestação ocorre entre as travessas Dr. Enéas Pinheiro e Pirajá, nas proximidades do Bosque Rodrigues Alves, e afeta o trânsito no sentido São Brás–Entroncamento.
Desde terça-feira (21), motoristas, cobradores, fiscais, mecânicos e outros funcionários da empresa estão em greve. A categoria reivindica o pagamento de salários em atraso desde abril, além de vale-alimentação, férias e outros direitos que, segundo os trabalhadores, haviam sido acordados após uma paralisação anterior. Os manifestantes também denunciam condições precárias de trabalho, afirmando que a frota, com menos de 20 ônibus, está sucateada e enfrenta dificuldades até para o abastecimento com óleo diesel.
A manifestação começou por volta das 6h e conta com apoio do Sindicato dos Rodoviários do Estado do Pará. Durante o ato, a pista exclusiva do BRT permanece parcialmente liberada para a passagem de ônibus, enquanto as demais faixas registram bloqueios intermitentes, provocando lentidão e congestionamentos. Equipes da Guarda Municipal e da Polícia Militar acompanham a mobilização e orientam o trânsito.
Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) informou que as empresas do setor enfrentam dificuldades para manter a operação devido à concorrência com outras modalidades de transporte e ao valor da tarifa, que, segundo a entidade, não seria suficiente para cobrir custos como combustível, manutenção da frota e pagamento de funcionários. O sindicato também afirmou que a Viação Monte Cristo tem registrado sucessivas paralisações nos últimos dois anos em razão de problemas relacionados ao pagamento de trabalhadores.



