
O Tribunal do Júri de Belém condenou Allan Henrique das Chagas Rocha a três anos e sete meses de reclusão pelo acidente de trânsito que resultou na morte de Renata Corrêa Torres e de sua filha, Maria Luiza Corrêa Torres, de 2 anos. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (18), durante julgamento realizado na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Belém.
Além da pena de prisão, Allan ficará impedido de obter ou manter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pelo mesmo período da condenação.
O caso ocorreu em agosto de 2021, no cruzamento das avenidas Nazaré e Generalíssimo Deodoro, em Belém, e passou a ser analisado pelo Tribunal do Júri após denúncia relacionada à morte das duas vítimas.
Jurados optam por homicídio culposo
Durante o julgamento, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa. Entre elas, um policial militar afirmou ter visto os veículos envolvidos trafegando em alta velocidade desde a avenida Tamandaré.
Após a fase de depoimentos e dos debates entre acusação e defesa, os jurados decidiram acolher a tese de desclassificação do crime para homicídio culposo, entendimento que afasta a intenção de matar.
Com a decisão, o juiz responsável pelo caso fixou a pena pelos dois homicídios culposos. Em razão do concurso formal, quando uma única conduta resulta em mais de um crime, a condenação totalizou três anos e sete meses de reclusão.
Relembre o caso
O acidente ocorreu na noite de 25 de agosto de 2021 e provocou a morte de Renata Corrêa Torres e da filha dela, Maria Luiza Corrêa Torres. O marido de Renata, que dirigia o veículo da família, sofreu ferimentos e sobreviveu.
Segundo informações da investigação, a colisão aconteceu após o carro conduzido por Allan atingir a traseira do automóvel onde estavam as vítimas. Com o impacto, o veículo foi lançado contra uma árvore.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender os envolvidos. Maria Luiza chegou a ser socorrida, mas morreu em decorrência dos ferimentos. Horas depois, a mãe da criança também não resistiu.
Allan Henrique e a namorada dele, que estava no mesmo carro, ficaram feridos e receberam atendimento médico.
Imagens e investigação
O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens de câmeras de monitoramento que registraram os veículos circulando por diferentes vias da capital antes da colisão.
Os registros mostram a movimentação dos automóveis pelas avenidas Tamandaré, Gama Abreu e Nazaré nos minutos que antecederam o acidente.
Durante a investigação, o motorista do veículo onde estavam as vítimas relatou à Polícia Civil que retornava para casa com a família quando percebeu a aproximação do outro carro. Em depoimento, afirmou que tentou se afastar após uma ultrapassagem, mas acabou atingido na traseira do automóvel.
A Polícia Civil reuniu depoimentos, imagens de monitoramento e laudos periciais para instruir o processo que resultou no julgamento realizado nesta semana.
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