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Descoberta na periferia de Belém, Jamilli Correia concorre ao maior prêmio do cinema brasileiro

Jovem atriz paraense, revelada sem experiência anterior em atuação, disputa o Grande Otelo de Melhor Atriz por sua atuação em "Manas", filme ambientado no Marajó e indicado em 11 categorias.

A trajetória da paraense Jamilli Correia ganhou mais um capítulo histórico. Descoberta durante um processo de seleção realizado na periferia de Belém, a jovem foi indicada ao Prêmio Grande Otelo 2026 na categoria de Melhor Atriz de Longa-Metragem, considerada uma das mais importantes do cinema nacional.

Jamilli concorre pelo papel de Marcielle em Manas, longa dirigido por Marianna Brennand que retrata a realidade de meninas vítimas de violência na Ilha do Marajó, no Pará. A indicação coloca a atriz paraense ao lado de nomes consagrados do cinema brasileiro, como Camila Pitanga, Carolina Dieckmann, Denise Weinberg e Tânia Maria.

Sem qualquer experiência prévia como atriz, Jamilli foi escolhida entre centenas de adolescentes da Região Metropolitana de Belém para interpretar a protagonista do filme. Sua atuação chamou atenção da crítica especializada e do público, transformando a jovem em uma das grandes revelações recentes do cinema brasileiro.

Nas redes sociais, a atriz comemorou a indicação.

“Celebro mais uma conquista muito especial. Fui indicada como finalista de um grande prêmio pelo meu trabalho como protagonista em Manas. Esse filme transformou minha vida, me permitiu conhecer pessoas incríveis, viver experiências inesquecíveis e levar uma história tão importante para diferentes lugares.”

A emoção da indicação também foi compartilhada por Dira Paes, que integra o elenco do longa e concorre ao Grande Otelo na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante pelo papel de Aretha. Em uma publicação anterior sobre a jovem atriz, Dira resumiu o sentimento em poucas palavras: “Nasce uma estrela”.

Filme paraense disputa 11 categorias

Além das indicações de Jamilli e Dira, Manas chega ao Grande Otelo 2026 como um dos filmes mais lembrados da premiação, acumulando 11 indicações.

Entre elas estão:

  • Melhor Longa-Metragem de Ficção;
  • Melhor Direção;
  • Melhor Atriz (Jamilli Correia);
  • Melhor Atriz Coadjuvante (Dira Paes);
  • Melhor Ator Coadjuvante (Rômulo Braga);
  • Melhor Roteiro Original.

A produção reúne ainda artistas amazônicos e aborda temas delicados relacionados à violência contra meninas e mulheres em comunidades ribeirinhas do Marajó.

Uma história que nasceu no Pará

A trama acompanha Marcielle, uma adolescente de 13 anos que vive em uma comunidade da Ilha do Marajó. Cercada por uma realidade marcada por desigualdades e violência, a jovem sonha com um futuro diferente enquanto observa a trajetória de mulheres que tentaram romper o ciclo de opressão existente na região.

Ao dar vida à personagem, Jamilli Correia não apenas estreou no cinema, mas se tornou símbolo de uma nova geração de talentos amazônicos que começam a ocupar espaço nas principais produções nacionais.

Agora, a jovem descoberta na periferia de Belém disputa o mais importante reconhecimento de sua carreira até aqui — e leva junto o nome do Pará para o centro da maior premiação do cinema brasileiro.

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