O município de Afuá, no arquipélago do Marajó, iniciou neste domingo (26) uma importante transição energética com a desativação da usina a diesel que abastecia a cidade. Com isso, a localidade passa a ser integrada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que conecta diferentes regiões do país por meio de uma rede unificada de distribuição de energia.
Para a realização da mudança, houve uma interrupção programada no fornecimento de energia na área urbana ao longo do dia.
O que muda na prática
Segundo a concessionária Equatorial Pará, a principal mudança será a ampliação da oferta e da estabilidade no fornecimento de energia elétrica. A integração ao sistema nacional permite maior capacidade de abastecimento, o que pode impulsionar o desenvolvimento local, facilitando a instalação de novos empreendimentos, escolas e serviços.
Apesar da mudança na origem da energia, a tarifa de energia elétrica permanece a mesma. Os valores continuam sendo definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica e pelas bandeiras tarifárias vigentes.
Já nas comunidades ribeirinhas, o modelo de fornecimento não muda: o atendimento segue baseado em sistemas isolados de geração solar.
Ganhos ambientais
A substituição da geração a diesel por energia integrada ao sistema nacional também traz impactos positivos para o meio ambiente. A expectativa é de redução de cerca de 440 toneladas de CO₂ por mês — mais de 5.200 toneladas por ano —, diminuindo significativamente a emissão de gases de efeito estufa na região.
Obras e adaptação
O processo de integração incluiu reforço da rede elétrica, instalação de novos equipamentos e adaptação da antiga usina, que passará a funcionar como subestação de energia no município.
Durante a operação, a recomendação aos moradores foi desligar o disjuntor geral para evitar danos a aparelhos, além de não realizar intervenções na rede elétrica.
Expansão no Marajó
A medida faz parte de um plano mais amplo de modernização energética no estado. Desde 2012, 23 usinas a diesel já foram desativadas no Pará. A meta da distribuidora é encerrar esse modelo no Marajó até 2027.
Outros municípios da região, como Muaná, São Sebastião da Boa Vista e Anajás, também devem ser integrados ao sistema ainda em 2026.
A mudança marca um passo importante para a infraestrutura energética da região, combinando desenvolvimento econômico com redução de impactos ambientais.



