O Pará segue com predominância de casas entre os domicílios particulares permanentes, mas os apartamentos vêm ganhando espaço de forma acelerada nos últimos anos. Dados da PNAD Contínua 2025, divulgados pelo IBGE, mostram mudanças no perfil habitacional do estado.
Em 2025, as casas representavam 94,3% dos domicílios, somando cerca de 2,6 milhões de unidades. Já os apartamentos correspondiam a 5,3%, o equivalente a aproximadamente 145 mil imóveis. O restante está distribuído entre outras formas de moradia, como cômodos e habitações improvisadas.
Crescimento acelerado dos apartamentos
Na comparação com 2016, a mudança é evidente. Naquele ano, os apartamentos representavam apenas 3,4% das moradias (76 mil unidades). Desde então, o número praticamente dobrou, registrando um crescimento de 90,8% até 2025.
Já as casas, embora ainda predominantes, tiveram uma expansão mais moderada no período, com alta de 19,9%.
Esse avanço dos apartamentos também aparece nas características das construções. O número de residências com cobertura do tipo “somente laje de concreto” passou de 39 mil, em 2016, para 91 mil em 2025 — um indicativo do processo de verticalização urbana.
Mais imóveis e mudança no perfil de moradia
No geral, o Pará registrou aumento de 22,3% no total de domicílios entre 2016 e 2025, acompanhando o crescimento populacional e a expansão das cidades.
Outro destaque é o aumento expressivo dos imóveis alugados. Em 2025, eles representam 15,3% do total, com cerca de 420 mil unidades — um crescimento de 72,8% em relação a 2016.
Apesar disso, a casa própria ainda predomina:
- 74,2% dos domicílios são próprios e quitados
- 2,2% ainda estão em processo de pagamento
Mesmo assim, há uma redução gradual na participação de imóveis próprios ao longo dos anos, o que indica mudanças no acesso à moradia no estado.



