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Paróquia de Ananindeua repudia atuação da prefeitura após trio elétrico evangélico causar transtornos durante missa

Fiéis da Paróquia do Divino Espírito Santo afirmam que bloqueio de acesso ao templo e movimentação de evento religioso provocaram transtornos durante celebrações de domingo.

Fiéis da Paróquia do Divino Espírito Santo, localizada na Cidade Nova, em Ananindeua, manifestaram insatisfação após os transtornos registrados durante as celebrações religiosas realizadas na manhã de domingo (31). Em nota pública divulgada pela comunidade paroquial, os frequentadores afirmam que o acesso ao templo foi comprometido em razão de mudanças na circulação da área onde está localizada a igreja.

De acordo com o comunicado, estruturas de contenção teriam sido instaladas em uma das principais vias de acesso ao local sem aviso prévio à comunidade religiosa. Segundo os relatos, a situação afetou a chegada de participantes às missas celebradas durante a manhã, gerando dificuldades de deslocamento e reclamações entre os frequentadores.

A nota também aponta que não haveria agentes de trânsito ou equipes de segurança suficientes para orientar motoristas, pedestres e os próprios fiéis durante a interdição. Ainda conforme o documento, diante da ausência de orientações no local, alguns frequentadores teriam removido parte das barreiras instaladas para permitir o acesso à área da igreja.

Os representantes da comunidade afirmam que o episódio gerou preocupação por envolver diretamente o acesso a um espaço de culto religioso em um dos principais horários de celebração da paróquia. No texto, os fiéis destacam que a liberdade de culto é um direito assegurado pela legislação brasileira e defendem que ações envolvendo bloqueios viários próximos a templos religiosos sejam planejadas com antecedência e diálogo com as instituições afetadas.

A manifestação também pede esclarecimentos dos órgãos responsáveis pela organização do evento e pela gestão do trânsito no município. Entre as reivindicações estão a adoção de medidas que garantam a comunicação prévia com comunidades religiosas e a elaboração de estratégias para minimizar impactos em futuras programações realizadas nas proximidades de locais de culto.

Até o momento, não havia posicionamento oficial divulgado pelos organizadores do evento citado na nota nem pelos órgãos municipais mencionados pela comunidade paroquial. O caso repercutiu entre moradores da região e frequentadores da igreja, que utilizaram as redes sociais para relatar os transtornos enfrentados durante a manhã de domingo.

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