Quatro escolas no Pará sofrem ameaça de ataques violentos
A Polícia Civil do Pará registrou ocorrência e está investigando denúncia feita pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) de que quatro escolas no estado do Pará estariam sofrendo ameaças de atentado. As ameaças teriam ocorrido apenas nos últimos 15 dias.
Escolas do Pará: A primeira delas é a escola estadual Professora Palmira Gabriel, no bairro do Tenoné, em Belém, onde, no último dia 30 de março, um aluno esfaqueou seu colega dentro de sala de aula. As aulas ficaram suspensas por uma semana.
já a escola Pedro Amazonas Pedroso, as ameaças ocorreram pelas redes sociais. A instituição de ensino publicou uma nota reconhecendo que o fato poderia se tratar apenas de “fake news“, no entanto, requisitou junto à Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a intensificação de medidas de prevenção.

Além dessas escolas, mais duas também foram alvo de ameaças no estado do Pará: A escola estadual Nossa Senhora do Carmo (Belém) e escola estadual Nossa Senhora de Aparecida (Santarém).
EUA: Desde o massacre na escola em Columbine, nos EUA, em 1999, atentados violentos em escolas tem se tornado mais comum. A popularização da Deep Web, nome dado para uma zona da internet que não pode ser detectada facilmente pelos tradicionais motores de busca, garantindo privacidade e anonimato para os seus navegantes, acabou por facilitar os atos de violência. Estudo mostrou que a maior parte dos agressores são alunos ou ex alunos da própria escola e quase todos sofreram bullying.
Brasil: Na última quarta feira, 5, no município de Blumenau, Santa Catarina, um homem de 25 anos invadiu e matou 4 crianças e feriu outras 4 em uma creche usando uma machadinha. Neste caso, o agressor não possuía nenhum vínculo com a instituição a agiu aleatoriamente ao escolher suas vítimas.
Em outubro de 2002, em Salvador, um estudante de 17 anos matou a tiros duas colegas, ambas de 15 anos, dentro da sala de aula.
Em 2003, na cidade de Taiúva, no interior de São Paulo, um aluno de 18 anos abriu fogo contra alunos e funcionários e se matou em seguida.
Já em abril de 2011, um rapaz de 25 anos abriu fogo contra alunos em salas de aula lotadas na Escola Municipal Tasso de Silveira, no bairro de Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, em um dos massacres mais sangrentos em instituições de ensino do Brasil. Ao todo, 12 estudantes morreram e 13 ficaram feridos.
Um aluno de apenas 10 anos atirou em uma professora e depois se matou na Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo,em 2011. A docente de 38 anos sobreviveu aos disparos. Cerca de 25 alunos estavam na sala de aula no momento do crime. Após atingir a professora, ele deixou a classe e disparou contra a própria cabeça.
Em João Pessoa, 2012, um adolescente de 16 anos feriu a tiros três alunas dentro da Escola Estadual Enéas Carvalho, em Santa Rita, na região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba. Foram efetuados seis disparos com um revólver calibre 38.
Na capital de Goiás, em 2017, em escola particular de ensino infantil e fundamental, um aluno de 14 anos atirou contra colegas dentro de uma sala de aula, matando dois meninos de 12 e 13 anos e ferindo outros quatro antes de ser impedido por alunos e professores quando tentava recarregar a arma.
Na cidade de Medianeira, 2018, um adolescente de 15 anos abriu fogo contra colegas. O estudante disse à polícia que sofria bullying na escola. O ataque teria sido planejado por dois meses.
Em uma escola estadual em Suzano, na Grande São Paulo, um aluno disparou contra colegas deixando 8 mortos em 2019.
Considerando os casos dos últimos 12 anos, pelo menos 37 pessoas morreram em atentados em instituições brasileiras.



