As articulações políticas para as eleições de 2026 no Pará apontam para um movimento cada vez mais claro de aproximação do pré-candidato Daniel Santos com o campo bolsonarista no estado.
Ex-filiado ao PSB, partido ligado à centro-esquerda, Daniel atualmente integra o Podemos, legenda comandada no Pará pelo senador Zequinha Marinho, um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro na região Norte.
Nos últimos dias, Daniel participou de agendas políticas ao lado de lideranças do Partido Liberal, fortalecendo especulações sobre uma futura aliança eleitoral entre os grupos.
No último domingo (10), ele esteve em Itaituba durante o lançamento da pré-candidatura da empresária Ellayne Almeida à Assembleia Legislativa. O evento reuniu lideranças conservadoras do estado, incluindo o deputado federal Éder Mauro e o senador Zequinha Marinho.
Além disso, imagens de um almoço político realizado no fim de semana também repercutiram nos bastidores da política paraense. No encontro, Daniel apareceu ao lado de Zequinha Marinho, Éder Mauro e da deputada federal Alessandra Haber.
Nos bastidores, informações divulgadas por veículos locais apontam que as negociações entre Daniel Santos e o PL avançam para uma composição conjunta nas eleições estaduais. Entre as possibilidades discutidas estaria a indicação de um nome do PL para ocupar a vaga de vice-governador na chapa.
A aproximação também vem sendo percebida nas declarações públicas e no posicionamento político adotado por Daniel nos eventos recentes, com discursos mais alinhados ao campo conservador e à direita política.
Cenário eleitoral segue aberto
O avanço das articulações ocorre em meio à movimentação dos grupos políticos para a disputa de 2026 no Pará, considerada uma das mais importantes dos últimos anos no estado.
Levantamentos divulgados recentemente por institutos de pesquisa mostram um cenário competitivo entre os principais nomes cotados para a eleição estadual.
Entre os nomes citados nas pesquisas aparecem Daniel Santos, Hana Ghassan, Éder Mauro e Mário Couto.
Nos bastidores, observadores avaliam que as alianças firmadas nos próximos meses devem influenciar diretamente a configuração dos blocos políticos e o equilíbrio da disputa eleitoral no estado.



