O presidente Jair Bolsonaro sinalizou que poderá vetar o aumento do fundo eleitoral para R$6 bilhões, aprovado na última quinta-feira, 15, dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
O engordamento do fundo para que partidos políticos realizem suas campanhas eleitorais, vem sendo amplamente criticado pela sociedade civil uma vez que retira dinheiro de áreas essenciais como saúde, educação e saneamento.
Ao receber alta do hospital após tratar uma obstrução intestinal, o presidente afirmou que o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), atropelou a votação da LDO.
“Eu sigo a minha consciência, sigo a economia e a gente vai buscar um bom sinal para isso tudo aí. Afinal de contas, eu já antecipo, R$ 6 bi pra fundo eleitoral, para financiamento de campanhas, pelo amor de Deus”, afirmou.
Ramos, segundo Bolsonaro, teria “passado por cima” e não pôs em votação um destaque à redação da LDO que alteraria o texto para suprimir a previsão de reajuste do fundo eleitoral.
“Então, num projeto enorme, alguém botou lá dentro essa casca de banana, essa jabuticaba. O Parlamento descobriu, foi tentando destacar para que a votação fosse nominal. Essa questão, o presidente Marcelo Ramos, do Amazonas… Pelo amor de Deus o estado do amazonas ter um parlamentar como esse, pelo amor de Deus”, afirmou.
De acordo com o presidente, com o valor de R$ 6 bilhões, daria para recapear grande parte da malha rodoviária do País ou concluir as obras que levam água para o Nordeste.



