CRIME

Pará tem 20 policiais militares assassinados em 15 meses; violência preocupa

Com base em informações divulgadas pela Associação dos Cabos e Soldados da Polícia e Bombeiros Militar do Pará (ACSPMBMPA), o estado do Pará tem mostrado um alto índice de mortes de policiais militares em todo o território paraense. De acordo com o levantamento feito pela Associação, o número de PM’s mortos de janeiro de 2020 até este domingo, 7 de março de 2021, sejam em confrontos ou assassinados, chegou a 24.

Somente no passado, segundo dados da Associação, 21 agentes foram vítimas de crimes com característica de execução, ou seja, quase dois policiais foram mortos, por mês, só no ano de 2020. Já, nos três primeiros meses de 2021, três agentes perderam suas vidas durante confrontos ou atentados. Ou seja, um policial militar foi morto no Pará, por mês, só neste início de ano.

PM morto dentro do coletivo

Na última sexta-feira, 5, o policial militar João Paulo da Silva, de 55 anos, foi executado dentro de um ônibus na Rodovia Arthur Bernardes, no bairro do Tapanã. A vítima estava no coletivo que faz a linha Icoaraci/Ver-o-Peso e trabalhava no Tribunal de Justiça do Pará. 

O militar, que pegava o mesmo ônibus todos os dias, chegou a travar uma luta corporal com o criminoso dentro do coletivo. João Paulo levou três tiros, um deles atingindo a nuca sem dar chance à vítima que morreu na hora.

Cabo da PM morre após ser agredido com barra de ferro

Outro caso que chamou atenção este ano, foi a morte trágica do cabo da Policia Militar Elder Vilhena dos Santos, morto após levar vários golpes de uma barra de ferro, durante um ataque de fúria de um homem com transtornos mentais, no bairro do Tenoné, em Belém.

Elder, junto com outros militares haviam ido atender um chamado na rua Tancredo Neves, quando, na tentativa de controlar a situação e acalmar o agressor, foi brutalmente agredido, sem chances de defesa. O agente teve traumatismo craniano e chegou a ser corrido ainda com vida e encaminhado para o Hospital Metropolitano, em Ananindeua. Ficou internado, passou por cirurgias, mas não resistiu a gravidade das lesões causadas pela agressão e morreu dias depois.

“Meu marido morreu por recusar ter que se defender. Ele só foi trabalhar, fazer o seu dever e ajudar em uma ocorrência e, não voltou mais para casa”, ressalta a viúva de Elder, Fabíola Vilhena.

De acordo com Fabíola, a Polícia Militar prestou todo o apoio durante a perda do esposo e até mesmo após o ocorrido. “Até hoje recebo ligações de amigos de farda do meu marido, que acabaram se tornando meus amigos também, é como uma grande família. Sempre solidários, sempre nos apoiando nesse momento que ainda é bastante difícil”.

Fabíola conta que ainda não conseguiu receber a pensão a qual tem direito pela morte do esposo e tem contado com a ajuda dos amigos do militar. “Tive que esperar o Elder ser promovido a terceiro sargento para poder dar entrada no pedido de pensão, mas, graças a Deus ele já foi promovido e dei entrada nessa semana no pedido e agora é aguardar. Por isso, tenho recebido muita ajuda dos amigos dele nesse sentido também, que não tem deixado com que nos falte absolutamente nada”.

“Trabalhar como policial, como agente de segurança pública é muito difícil, principalmente para a gente que é da família. Todos os dias olhamos eles saírem de casa e rezamos para eles voltarem, pois não sabemos se eles irão retornar, ou como irão retornar. Eles saem e entregamos a vida deles nas mãos de Deus e, infelizmente, em janeiro deste ano, o meu Elder saiu e não voltou mais. Hoje só nos resta chorar a dor da saudade e pedir que parem de matar nossos maridos, irmãos, filhos, pais. Porque essa é uma dor que parece nunca ter fim”.

Fonte Roma NEWS

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