Rancho Não Posso Me Amofiná questiona recolhimento de materiais durante ação da Justiça Eleitoral em Belém
Em nota, agremiação afirma que, além de itens de campanha de Flávio Bolsonaro, foram retiradas mercadorias, roupas da boutique e materiais carnavalescos da sede, no Jurunas.
O Rancho Não Posso Me Amofiná divulgou, nesta sexta-feira (23), uma nota pública de repúdio e preocupação após a retirada de materiais de sua sede, no bairro do Jurunas, em Belém, durante uma diligência da Justiça Eleitoral. Segundo a agremiação, além de materiais de campanha relacionados ao senador Flávio Bolsonaro, foram recolhidas mercadorias, roupas da boutique e materiais carnavalescos pertencentes à escola de samba.
A ação ocorreu após uma denúncia de propaganda eleitoral irregular no espaço, que também funciona como local de votação. O caso envolve a distribuição de materiais de campanha na sede da agremiação, cujo presidente declarou apoio ao candidato.
Na manifestação, o Rancho afirma que a retirada dos itens provocou apreensão entre integrantes e pessoas ligadas à escola, especialmente pelos possíveis impactos sobre as atividades culturais e carnavalescas desenvolvidas pela instituição.
A agremiação reconheceu a importância do cumprimento das decisões judiciais e do respeito às instituições, mas solicitou esclarecimentos sobre os critérios utilizados durante a diligência, a identificação dos bens recolhidos e a fundamentação para a inclusão de mercadorias, roupas e materiais carnavalescos que, segundo a nota, não teriam relação direta com a investigação eleitoral.
O Rancho também ressaltou que não pretende antecipar conclusões sobre a legalidade dos procedimentos. Para a entidade, a avaliação depende do acesso integral à decisão judicial e aos documentos que fundamentaram sua execução.
A nota defende ainda que medidas desse tipo respeitem o devido processo legal, a proporcionalidade, o direito de defesa e a proteção dos bens envolvidos.
Agremiação destaca importância cultural
No posicionamento, o Rancho Não Posso Me Amofiná destacou que o patrimônio de uma escola de samba vai além de objetos e mercadorias, representando história, identidade, memória coletiva e o trabalho de pessoas envolvidas na preservação da cultura popular.
A entidade também ressaltou sua trajetória no Carnaval de Belém e sua relação com a comunidade do Jurunas, citando a participação de sambistas, trabalhadores, artistas, colaboradores e brincantes na manutenção da tradição carnavalesca.
Até o momento, a manifestação divulgada pela agremiação concentra-se nos pedidos de esclarecimento sobre os itens recolhidos e os fundamentos da diligência. A nota não apresenta uma conclusão sobre a legalidade da ação judicial.



