Projetos para revitalização da área portuária de Belém não são novidades

Como uma cidade que cresceu de costas para o rio, Belém tenta mudar essa realidade com requalificação de sua área portuária. As primeiras iniciativas neste sentido surgiram nos anos 2000 quando a Companhia Docas do Pará entregou ao governo do estado três galpões que estavam abandonados.
Foi assim que nasceu a Estação das Docas, ponto de referência em turismo, lazer e gastronomia em Belém. A inspiração surgiu a partir de experiência em outras cidade como o de Puerto Madero, em Buenos Aires.
O porto de Belém foi perdendo importância devido estar localizado no centro da cidade, problemas no calado e com crescimento em importância do Porto de Vila do Conde, em Barcarena.
As operações atuais concentram-se em poucos galpões, o que faz com que a maior parte do porto esteja em desuso.
Recentemente foi entregue o parque Porto Futuro na região portuária. O governo do Pará deseja obter da CDP galpões para ampliação do Porto Futuro, o que seria a segunda fase do projeto. A ideia é ocupar os galpões inutilizados e estender a Estação das Docas.
Nesta segunda fase, o governo do estado pretende remontar alguns galpões para criar a “Cidade do samba”, além da criação de uma orla.

As ideias são várias como ocupar alguns galpões com hotéis, museus, espaço para economia criativa e até mesmo escritórios.

Por esses dias rendeu polêmica a entrevista do candidato Eguchi para o SBT Pará. Num trecho ele fala sobre a alfândega de Belém, que há ideia para transformá-la em hotel. No entanto, espalharam pelas redes sociais que seria o prédio do Mercedários hoje ocupado pela UFPA.
Só que atualmente a alfândega de Belém funciona em um dos galpões da CDP, o que seria, no caso da proposta do candidato, mais um projeto para requalificação da área portuária.



